<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317</id><updated>2012-01-12T19:34:13.210Z</updated><category term='é de noite'/><category term='Música'/><category term='Informação'/><category term='Manga'/><category term='Cinema'/><category term='Série'/><category term='Artigo'/><category term='delirios'/><category term='Confissões'/><title type='text'>Silent Road</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Diogo Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16095172800079602384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SKyjnnoDtGI/AAAAAAAAAB0/mV0SdaUTBJw/S220/436px-TeruMikamiDeathNote.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-2620400559332996882</id><published>2009-11-24T01:24:00.003Z</published><updated>2009-11-24T01:31:59.042Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='é de noite'/><title type='text'>Porque não...</title><content type='html'>Contemplando a pouca ética que ainda compunha o seu ser disforme, o Sujeito explora a sua própria sexualidade, numa desesperada tentativa de alcançar o prazer súbdito que lhe foge, não pelo ardor carnal mas pelo outro, um que não pode tocar, que lhe foge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo à sua volta perde o tom, o sabor amargo da tonalidade cinzenta, outrora colorida, cresce-lhe na boca, traças de olhos grandes saem-lhe da boca, levando o pouco de ser que lhe restava, transportando esse pedaço de esterco inútil para uma qualquer vala comum, abandonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batem à porta, raspam a porta, rezam a porta, beliscam a porta, a porta é uma entidade. Cresce-lhe o sexo. Continuam a pedir por ele, a porta não se cala, chama, chama. Num canto inferiorizado o Sujeito pede por decência, pede que liguem a luz, que o deixem ver-se ao espelho uma última vez. Um qualquer ser grotesco que se lhe apresente do outro lado tanto faz. Ele quer sentir, não...ver que ainda lá está, que a carne efémera e podre ainda se mantém, que o Ser do Sujeito não se perde nos pedaços de vidro espalhados no quarto. Uma arma...uma arma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixem a porta em paz! Grita o Sujeito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quer saber o que jaz para além dela, se o seu sonho já morreu, a realidade permanece, não a perderá por restos de esterco fantasioso. Deixem-lhe o sexo, ele que fique por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pega na arma! Calem a porta! Acabem! Só me vejo, não gosto do reflexo, é demasiado real, e para além disso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-2620400559332996882?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/2620400559332996882/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=2620400559332996882' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/2620400559332996882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/2620400559332996882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2009/11/porque-nao.html' title='Porque não...'/><author><name>Pedro Guerra Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10257078687041624619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KW3aSjH66tE/STr7lUzk7iI/AAAAAAAAAAM/QeNG2DhXqIA/S220/1221917_4071471.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-4908262507616128170</id><published>2009-04-14T16:21:00.003+01:00</published><updated>2009-04-14T16:34:26.537+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>(Re)Aparecimento</title><content type='html'>Depois de uma crise existencial de dimensões nunca vistas estar a começar a ver situações de acalmia e melhoria crescente gostaria de partilhar um texto escrito no auge do meu desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei de caras com ele ainda há uns dias e acho que descreve bastante bem os conceitos de insegurança e fragilidade humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emaranhados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao silêncio existencial enganador vão se juntando ruídos inaudíveis, a sua presença é puramente intuitiva, mas no entanto indelével. Acumulam-se me no corpo tentando toldar a minha existência e emancipação. A sua presença desconfortável é um segredo do qual nem eu tenho certeza, a sua forma é também uma incógnita. Suspeito que se reúnem regularmente e que não são muito afectos à pessoa que sou; imagino-os na minha escuridão cerebral a congeminar estratagemas sombrios de volta de uma luz doente e amarela. Às vezes vejo os seus sorrisos sádicos nas minhas dificuldades e inseguranças.&lt;br /&gt; Estes pequenos seres preocupam-se com coisas como o estilhaçar da esperança, o engano e a confusão. Riem-se dos meus esforços, medos e ambições, riem-se do quão indefeso sou. Posso jurar que os oiço, a esses fantasmas inaudíveis, prontos sempre a mais um dia calcorrear os meus sentidos sabotando aqui e raspando acolá. Mais do que os danos que causam, é a incerteza da presença da sua arte ou mesmo deles que me confunde e, então, isso é para eles a subtileza última. O digladiar da minha mente excita-os num frenesim psicadélico, é sinal de que as suas artimanhas me estão a ocupar e a cansar. Eles sabem: a forma como não existindo existem fazendo danos que existem mas não existem ou talvez existam mete-me medo, e eu não o suporto. Perceberam? Eu também não.&lt;br /&gt;Acima de tudo tenho medo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-4908262507616128170?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/4908262507616128170/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=4908262507616128170' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/4908262507616128170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/4908262507616128170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2009/04/reaparecimento.html' title='(Re)Aparecimento'/><author><name>Diogo Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16095172800079602384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SKyjnnoDtGI/AAAAAAAAAB0/mV0SdaUTBJw/S220/436px-TeruMikamiDeathNote.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-7195630720096649316</id><published>2009-01-07T14:42:00.002Z</published><updated>2009-01-07T14:52:22.931Z</updated><title type='text'>E tudo volta ao mesmo</title><content type='html'>A controvérsia gerada pelas palavras colocadas absurdamente em segmentos de linhas de quadrados registados por uns computadores que se fixam na característica essencial do pluralismo dos herbívoros que se tomam por seres humanos que se fixam no solo com uma raíz alimentada por abelhas no momento em que se empurram mutuamente para clarificar o seu espaço para com o outro ser de disforme músculo e osso de socialismo utópico de um algures frigorífico cheio de carne por fazer da estrada das avestruzes que saltam de helicóptero em helicóptero para terem a certeza que a sua legitimidade democrática é suficiente para reinarem na sua monarquia de pastéis de nata usados para a produção em massa de bebés e de fraldas usadas em homens adultos que tencionam procurar o que lhes dizem para procurar simplesmente porque a controvérsia gerada pelas palavras colocadas absurdamente em segmentos de linhas de quadrados registados por uns computadores que se fixam na característica essencial do pluralismo dos herbívors que se tomam por seres humanos que se fixam no solo com uma raíz alimentada por abelhas no momento em que se empurram mutuamente para clarificar o seu espaço para com o outro ser de disforme músculo e osso de socialismo utópico de um algures frigorífico cheio de carne por fazer da estrada das avestruzes que saltam de helicóptero em helicóptero para terem a certeza que a sua legitimidade democrática é suficiente para reinarem na sua monarquia de pastéis de nata usados para a produção em massa de bebés e de fraldas usadas em homens adultos que tencionam procurar o que lhes dizem para procurar simplesmente porque a....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-7195630720096649316?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/7195630720096649316/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=7195630720096649316' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/7195630720096649316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/7195630720096649316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2009/01/e-tudo-volta-ao-mesmo.html' title='E tudo volta ao mesmo'/><author><name>Pedro Guerra Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10257078687041624619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KW3aSjH66tE/STr7lUzk7iI/AAAAAAAAAAM/QeNG2DhXqIA/S220/1221917_4071471.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-2765845935017201290</id><published>2009-01-05T01:17:00.004Z</published><updated>2009-01-05T02:07:26.442Z</updated><title type='text'>Conversa casual</title><content type='html'>Vou andando tranquilamente pela rua, o tempo está cinzento, mas não me importa porque tenho um objectivo. Devo seguir a rua até ao seu fim e depois virar à esquerda. A senhora simpática na tenda disse-me também que depois devo apanhar o elevador para o 5ºE, não esquecendo de dar gorjeta ao porteiro que é um pouco susceptível. Por fim devo entrar na sala do senhor de óculos, pois ele vai me indicar para onde devo seguir.&lt;br /&gt;Segundo me dizem devo seguir para onde irão falar comigo e apontar-me uns quantos caminhos no mapa, ilustrados cada um com a sua cor. Verde, amarelo, azul e até laranja segundo me consta. Nesse momento e só nesse momento é que devo escolher o caminho que quero, mas nessa altura dizem-me que é um caminho perigoso e que se seguir o outro acolá terei a oportunidade de andar numa bonita estrada, com um bonito descapotável, ao mesmo tempo que um notário segue-me no banco de trás. Regista tudo o que penso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para ele, mantém-se quase imóvel, de chapéu preto, olhos vazios e uma face rígida. Veste um fato preto e uma camisa branca. O mais comum possível. Neste momento aproximo-me da curva indicada a laranja no mapa, segundo me avisaram devo tomar aquele caminho para um futuro risonho e segundo os padrões da vivência em sociedade.&lt;br /&gt;Em vez disso decido virar para o outro lado, o notário abre ligeiramente os olhos e solta um sorriso... pois a estrada continua direita e confortável, o descapotável continua com bastante combústivel e o notário parece estar a lidar com esta minha decisão como se ela fosse habitual. E aí percebo. Era exactamente esta a sua ideia desde o início. De facto estes dois caminhos apenas existem porque querem que exista. Existe quem vá imediatamente pelo caminho laranja e quem tente mudar, mas de facto não consegue mudar, pois essa escolha já foi feita por nós antes. Eu devia desistir agora, mas ainda não é altura para isso. É muito cedo. Não posso desistir agora só porque o raio do notário sorri e o carro anda bem. Por isso saio da estrada e sigo pelo campo e por cima das pedras, o notário pára de rir e começa a escrever mais depressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a soltar gargalhadas, a emoção não me deixa parar, começo a acelarar e a aumentar a velocidade, o conta kms já quase não tem por onde ir, o notário escreve, escreve, escreve, muda de página, escreve, escreve, escreve, muda de página e continua assim à mesma velocidade a que eu ando, as árvores passam apenas a manchas verdes e a minha adrenalina não pára de crescer, consigo sentir o sol a sair das nuvens e a bater na minha cara... e o notário não tem sequer tempo para o sentir, que idiota. Não páro de rir na cara dele e sinto-me invencível, convencido e seguro. Até fechar os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor - Onde pensa que vai?&lt;br /&gt;Eu -Como assim? Quem é você?&lt;br /&gt;Senhor -Onde pensa que vai?&lt;br /&gt;Eu - A lugar nenhum senhor. Apenas vou...&lt;br /&gt;Senhor - A onde?&lt;br /&gt;Eu - Mas... a lugar nenhum senhor.&lt;br /&gt;Senhor -Lugar nenhum? Isso não é nenhum lugar que conheça ou que conste nos mapas. Fale correctamente.&lt;br /&gt;Eu -Mas eu estou a falar correctamente. Você é que não me percebe... onde está o notário?&lt;br /&gt;Senhor -Deveria estar aqui?&lt;br /&gt;Eu -Sim, devia. Ou não...sinceramente não sei.&lt;br /&gt;Senhor - Sim ou não? Não está a fazer muito sentido pois não? Porque quer falar com o notário?&lt;br /&gt;Eu -Eu não quero falar com ele...&lt;br /&gt;Senhor -Mas então porque o procura? É por isso que está de viagem?&lt;br /&gt;Eu -Não o procuro... estou de viagem...porque tenho que ir ao encontro de alguém.&lt;br /&gt;Senhor -Quem?&lt;br /&gt;Eu -Alguém que não é o senhor!&lt;br /&gt;Senhor -Mas só eu é que existo. Que caminho segue você? Porque não virou na curva laranja? Ou na outra ao lado?&lt;br /&gt;Eu -Deveria? Eu virei. Eu acho que virei. Mas estava cá o notário, ele registou tudo ele pode provar que eu virei! Procure-o!&lt;br /&gt;Senhor -Mas se você virou numa dessas curvas não deveria estar aqui pois não? Você sabia que matou uma pessoa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu -Eu? Eu nunca faria tal coisa. Apenas conduzia.&lt;br /&gt;Senhor - Mas matou uma pessoa. Ela está bem morta. A família está devastada.&lt;br /&gt;Eu - Pode ao menos dizer-me como é que a matei? E quem?&lt;br /&gt;Senhor - Nessa ordem? Matou ao vir por aqui. Era um sujeito neutro. Pobre família.&lt;br /&gt;Eu - Matei ao vir por aqui? Mas isso não faz sentido...como é que se mata só por...&lt;br /&gt;Senhor - Caro senhor, a razão porque encaminhamos as pessoas para um certo caminho não é isenta de sentido. É necessário sabermos para que caminho todos os carros seguem, pois precisamos de saber para onde as estradas vão certo? E existe um certo equilíbrio entre todos os que andam nessa estrada. Todos estão a 10 metros do carro à sua frente e do carro atrás de si. isso serve para que não se afectem mutuamente. Todos têm o seu espaço, o espaço calculado por nós. O espaço necessário para continuarem a sua viagem.&lt;br /&gt;Eu - Continuo sem perceber...como é que matei alguém?&lt;br /&gt;Senhor - Veja se perceba então... você saiu do caminho, para algures correcto? Deixando assim um espaço de 20 metros entre o carro atrás de si e o que se encontrava à sua frente. O carro que estava atrás de si tentou equilibrar esse espaço, mas não sabia o que fazer com tanto espaço, começou a acelarar e a travar aleatoriamente, os carros atrás desse começaram a imitá-lo e o sentido de espaço para as suas manobras tornou-se frenético e irrequieto. Subitamente, todos os carros que se encontravam atrás de si confundiram-se e começaram a agir de uma forma violenta uns com os outros, desejando o espaço dos outros. Portanto, o que aconteceu é que um deles foi de encontro a outro que por sua vez se despistou. Embatendo contra uma árvore. O condutor morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - Então eu matei?&lt;br /&gt;Senhor - Então, por mais que você percebesse, até certo ponto, o que estava a fazer, aqueles que iam atrás de si não estavam preparados para a sua mudança brusca. Você danificou todo o sentido e tivemos sorte em só ter ocorrido uma morte.&lt;br /&gt;Eu - Mas isso não faz sentido.&lt;br /&gt;Senhor - Acredite... faz todo o sentido.&lt;br /&gt;Eu -E como vai a estrada agora?&lt;br /&gt;Senhor - Já a equilibrámos, agora o espaço é de 11 metros entre os carros.&lt;br /&gt;Eu - Por mim?&lt;br /&gt;Senhor - Não pense demasiado nisso.&lt;br /&gt;Eu -No que deverei pensar então? Você diz-me que mudei algo.&lt;br /&gt;Senhor - Digo-lhe que matou uma pessoa. Compensa?&lt;br /&gt;Eu - Como posso saber... qual é o valor de uma pessoa?&lt;br /&gt;Senhor - Depende...&lt;br /&gt;Eu - Como depende? Uma pessoa é uma pessoa.&lt;br /&gt;Senhor - Para alguns... tenho que ir andando. Perceba uma coisa, você matou uma pessoa porque decidiu ir contra algo que foi programado por pessoas superiores a si. Não tente perceber o sistema pois o sistem já o percebe a si. E é somente este tipo de relação que deve existir. Podes voltar para a estrada ou podes ficar no nada, que é para onde ias.&lt;br /&gt;Eu -O que há no nada?&lt;br /&gt;Senhor - A ausência de tudo. É perigoso. Nada está planeado. Nada está controlado. É um pandemónio.&lt;br /&gt;Eu - É uma folha branca. Eu vou para lá.&lt;br /&gt;Senhor - Decerto. Tente não pôr a sua estrada muito perto da nossa. Mas também não muito longe, senão teremos problemas. Espero que perceba.&lt;br /&gt;Eu -Porque não...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-2765845935017201290?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/2765845935017201290/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=2765845935017201290' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/2765845935017201290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/2765845935017201290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2009/01/conversa-casual.html' title='Conversa casual'/><author><name>Pedro Guerra Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10257078687041624619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KW3aSjH66tE/STr7lUzk7iI/AAAAAAAAAAM/QeNG2DhXqIA/S220/1221917_4071471.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-6663922391514143419</id><published>2008-12-11T02:16:00.008Z</published><updated>2009-04-14T16:34:45.079+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Leiam isto, porque eu escrevi e se não for lido perde o seu propósito de Vida!</title><content type='html'>Sentado algures numa esplanada começo a pensar...e penso, não sei bem no que penso, na maior parte do tempo estou a pensar que estou a pensar e de que em 1001 maneiras isso parece estiloso, quem sabe no que penso? Uma nova teoria fantástica, uma crítica entusiasta, ou se calhar pondero no raio da torneira que deixei aberta em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se alguém estiver a ler isso vai pensar, " ah porra, um texto pseudo-intelectual que reflecte no estado das coisas através de um ar bue introspectivo"! Não te preocupes rapaz, ou rapariga, aquele início foi para te assustar. Porque, não me interessa minimamente duas coisas, sendo a primeira :&lt;strong&gt;Tou-me barimbando para o que tás a pensar, se não queres ler o texto porque abriste este blog?? Porque continuas a ler esta cena em negrito?? Só porque está em negrito e pensas que esta parte é mais interessante?&lt;/strong&gt; Segundo:&lt;strong&gt; Dói-me demasiado o dedo mindinho da mão esquerda para me armar em pseudo-intelectual, se bem que sou bom nisso e tenho uma vasta lista de pessoal inserido nesse clube, já abriu o grupo no hi5, go check it out!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora que não vou escrever em negrito, escrevo em &lt;em&gt;ITÁLICO! Agora parece que vou escrever algo mais lírico e até podia... a verdade é que não tenho realmente nada de interessante a dizer...hmm... hoje disse olá a umas quantas pessoas, dado que 60% dela aborrecem-me. Ah já me esquecia!!! Coçei as costas.... e até me soube bem.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;E agora, escrevendo em vermelho ( assim como quem vos manda à merda), vou dizer realmente algo de interessante e a razão porque vim escrever um post neste blog, coisa que, infelizmente, não fazia há muito. Vou dizer essa coisa interessante em tom de história, e começa assim:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;"Não é que eu olhei para a esquerda e vi algo de degradante e estimulante ao mesmo tempo? Não é que eu olhei para aquilo e quando vi todos a pegarem nesse gelado quis experimentar o dito cujo? Não é que andei durante semanas com esse gelado na mão, sorrindo para todos os consumidores de gelados ( oh nem sabem, tem tantos sabores, agridoce, azedo, fora-de-prazo) e a querer frequentar todos os fóruns e spots dos consumidores de gelados. De seguida pensei: " Tenho o gelado na minha mão há muito tempo, já todos o lamberam uma vez, porque é que ainda não o lambi?". E foi isso que fiz, lambi o gelado...não gostei....voltei a lamber...ficou pior! Acabei por comer o gelado todo e deram-me outro, à borla!&lt;br /&gt;Olhei para todos os consumidores de gelados à minha volta a devorarem mecanicamente os seus gelados, já nem lhe sentiam o sabor, acenavam-me e mandavam-me sms para me juntar a eles com este outro gelado. Eu fui! Comi outro gelado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Era-me necessário comer gelados para me manter numa certa esfera. Uma esfera que nunca me pertenceu e a esfera que me pertence não coexiste com os gelados, é uma esfera oca de sentido neste spot. E o pior é que tive que ouvir várias conversas relacionadas com gelados... e eu não tenho o mínimo interesse nisso, nem da forma como tratam o gelado.. acho estúpida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;E depois pensei que, de facto, eu não gosto deste gelado...eu não sou consumidor de gelados, eu nunca comi gelados porque raio como agora? Porque estou no grupo dos que comem gelados? Porque vim para esta rua? Atiro o gelado que tinha na mão para o chão e logo nesse momento os outros consumidores de gelados apanham-no e dividem-no equitivamente.&lt;/span&gt; "&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Vou voltar aos chocolates.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-6663922391514143419?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/6663922391514143419/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=6663922391514143419' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/6663922391514143419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/6663922391514143419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/12/leiam-isto-porque-eu-escrevi-e-se-no.html' title='Leiam isto, porque eu escrevi e se não for lido perde o seu propósito de Vida!'/><author><name>Pedro Guerra Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10257078687041624619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KW3aSjH66tE/STr7lUzk7iI/AAAAAAAAAAM/QeNG2DhXqIA/S220/1221917_4071471.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-5584561679060029316</id><published>2008-11-04T03:32:00.001Z</published><updated>2008-11-04T03:32:54.151Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Judas Iscariot - The Cold Earth Slept Below...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 1.3em;"&gt;Judas Iscariot - The Cold Earth Slept Below...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;b&gt;Introdução&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Em 1995, a sigla USBM, a ser utilizada, seria uma vazia agregação alfabética sem qualquer consubstanciação musical. Não apenas enquanto ideia colectiva de hipotético movimento musical, mas também porque encontrar, no início dos anos 90, bandas norte-americanas a praticar Black Metal (sem influências exógenas demasiado evidentes, nomeadamente de &lt;b&gt;Thrash&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Death Metal&lt;/b&gt;) era uma tarefa exequível - desde os anos 80 existiam bandas pequenas com um som ainda mais sujo que &lt;b&gt;Venom&lt;/b&gt; como &lt;b&gt;N.M.E.&lt;/b&gt;, por exemplo - mas extremamente complicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há a famosa imagem de &lt;b&gt;Varg Vikernes&lt;/b&gt; a usar uma t-shirt de &lt;b&gt;Von&lt;/b&gt; no julgamento do homicídio de &lt;b&gt;Euronymous&lt;/b&gt; e de facto esta era uma das poucas bandas a praticar este estilo, cujo contexto e origem, é demarcadamente europeu. No entanto, mesmo &lt;b&gt;Von&lt;/b&gt; tinha um som ligeiramente diferente, muito mais ligado ligado à brutalidade e velocidade e menos à atmosfera (principal característica distintiva do &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; que se fazia na Europa).&lt;br /&gt;Só mais tarde é que surgem bandas como &lt;b&gt;Krieg&lt;/b&gt; (mais tarde e não surpreendentemente membros desta banda haveriam de tocar como músicos convidados em &lt;b&gt;JI&lt;/b&gt;) e &lt;b&gt;Black Funeral&lt;/b&gt; a praticarem um estilo próximo do ia sendo feito na Noruega. No entanto, tanto &lt;b&gt;Krieg&lt;/b&gt; como &lt;b&gt;Black Funeral&lt;/b&gt; só surgem em 1995 e 1993, respectivamente, isto é, um pouco mais tarde que &lt;b&gt;JI&lt;/b&gt; que inicia as suas actividades em 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, &lt;b&gt;The Cold Earth Slept Below...&lt;/b&gt; surge como uma das primeiras demonstrações de (puro) &lt;b&gt;BM&lt;/b&gt; norte-americano a ter alguma relevância na cena mundial. Fruto da insistência do fundador e único membro fixo da banda &lt;b&gt;Andrew Jay Harris&lt;/b&gt;, mais conhecido pelo seu pseudónimo &lt;b&gt;Akhenaten&lt;/b&gt;. À semelhança de grandes nomes do estilo, &lt;b&gt;Judas Iscariot&lt;/b&gt; foi predominantemente uma "one-man band". O uso do pretérito deve-se ao facto de &lt;b&gt;JI&lt;/b&gt; ter cessado as suas actividades em 2002... mais concretamente a 25 de Agosto desse mesmo ano. Neste caso o dia e mês são bastante importantes para perceber a ideologia por detrás do projecto: &lt;b&gt;Judas Iscariot&lt;/b&gt; acabou 102 anos depois da morte do filósofo que mais influenciou o seu mentor, ou seja, &lt;b&gt;Friedrich Nietzsche&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indivíduo com formação académica na área da Sociologia, &lt;b&gt;Harris&lt;/b&gt; sempre se pautou pela integridade que incutida ao projecto, quer a nível ideológico (com persistentes ataques niilistas às religiões organizadas sendo o Cristianismo o foco particular), quer a nível artístico. Exemplo disso é a &lt;a href="http://www.anonym.to/?http://judasiscariot.no.sapo.pt/statement.htm" target="_blank"&gt;declaração&lt;/a&gt; que explica o fim da banda após 10 anos em actividade.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;The Cold Earth Slept Below...&lt;/b&gt; mostra o lado mais primitivo e frio da perseverante luta de &lt;b&gt;Akhenaten&lt;/b&gt; contra a moral cristã através da sistemática desconstrução niilista aqui traduzida em ódio sonoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://img141.imageshack.us/img141/4343/2371tw2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alinhamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;01 - Damned Below Judas&lt;br /&gt;02 - Wrath&lt;br /&gt;03 - Babylon&lt;br /&gt;04 - The Cold Earth Slept Below&lt;br /&gt;05 - Midnight Frost&lt;br /&gt;06 - Ye Blessed Creatures&lt;br /&gt;07 - Reign&lt;br /&gt;08 - Fidelity&lt;br /&gt;09 - Nietzsche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ano&lt;/b&gt; 1996&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Editora&lt;/b&gt; Moribund Records&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa Favorita&lt;/b&gt; 04 - The Cold Earth Slept Below&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Género&lt;/b&gt; Black Metal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;País&lt;/b&gt; EUA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Banda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Akhenaten (Andrew Jay Harris) - Todos os Instrumentos e Voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img141.imageshack.us/img141/6383/915photose3.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;b&gt;Review&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Por motivos de honestidade analítica há que dizer logo no início e muito claramente que o &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; de &lt;b&gt;Judas Iscariot&lt;/b&gt; não é exactamente o que poderíamos chamar de singular. Mesmo atendendo ao ano em que foi lançado, &lt;b&gt;The Cold Earth Slept Below...&lt;/b&gt; já denota muitas influências do que outros nomes tinham feito antes.&lt;br /&gt;Neste aspecto surge, de forma algo natural, a referência a &lt;b&gt;Darkthrone&lt;/b&gt;. Em 1996 já tinham sido lançados trabalhos como o &lt;b&gt;A Blaze In The Northern Sky&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Transilvanian Hunger&lt;/b&gt;, e este trabalho de &lt;b&gt;JI&lt;/b&gt; vai buscar vários elementos a esses dois marcos do &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante o primeiro álbum de estúdio de &lt;b&gt;Judas Iscariot&lt;/b&gt; caminhar em terreno já conhecido, &lt;b&gt;Akhenaten&lt;/b&gt; consegue fazer uma interpretação bastante interessante do que havia sido desbravado até então. Não havendo propriamente inovação a nível musical (nem é esse o objectivo de &lt;b&gt;Harris&lt;/b&gt;), a unicidade de &lt;b&gt;TCESB&lt;/b&gt; advém da atmosfera transmitida. O sentimento niilista é muito forte, não só devido ao conteúdo lírico ou à abordagem vocal, mas porque toda a obscuridade do álbum remete para uma ideia de profundo anti-conformismo para com o mundo envolvente. Se existem semelhanças musicais mais ou menos evidentes com nomes predecessores a &lt;b&gt;JI&lt;/b&gt; (&lt;b&gt;Darkthrone&lt;/b&gt;, por exemplo), a atmosfera criada é bastante única, quer pelo extremismo da mesma, quer pela forma como as variações (não sendo exactamente original, é um trabalho que varia bastante embora sempre dentro do espectro do &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt;) vão mantendo sempre o mesmo nível de intensidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música de &lt;b&gt;Judas Iscariot&lt;/b&gt; (não somente neste álbum) reveste-se de uma complexidade conceptual que contrasta com a abordagem puramente musical que pode ser ouvida em &lt;b&gt;The Cold Earth Slept Below&lt;/b&gt; que é substancialmente mais simples. Está claro de ver que a intenção de &lt;b&gt;Akhenaten&lt;/b&gt; não era fazer um álbum tecnicamente complexo, pelo que a questão não se põe em termos de capacidade, mas é interessante olhá-la numa perspectiva contrastante que maximiza o efeito pretendido.&lt;br /&gt;Abordando a produção do álbum é possível vislumbrar esta simbiose: o conteúdo filosófico inerente é na sua génese extremo, quer em complexidade quer em valores (ou se se preferir, na falta dos mesmos...) e a produção bastante minimalista e crua acentua esta mesma atmosfera, fazendo com que o trabalho seja fiel retratador a escrita aforística e poderosa de Nietzsche, a grande inspiração ideológica do projecto. O mundo das ideias (complexo) e o mundo musical (simples) unem-se sob o signo do extremismo da mensagem: a comunicação é cruamente poderosa mas a mensagem assume-se como ambiciosamente complexa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção rude e (propositadamente) pouco "trabalhada" (ou trabalhada exactamente para parecer pouco cuidada...) não mascara algumas passagens mais turbulentas no que diz respeito a um elemento do álbum: a bateria. Se na maioria das vezes a repetição ajuda apenas a manter a atmosfera do álbum, quando se dão algumas passagens mais velozes ou há uma tentativa de imprimir outras dinâmicas, nota-se alguma falta de experiência e habilidade. Não sendo expectável (ou mesmo recomendável) um trabalho de grande perfeccionismo, algumas falhas notam-se um pouco mais do que o devido. Até neste caso (que não é positivo, diga-se claramente) a integridade musical de &lt;b&gt;Harris&lt;/b&gt; é denotada, sendo que seria porventura mais "fácil" substituir a bateria real por uma qualquer caixa de ritmos.&lt;br /&gt;No entanto, as pequenas (mas evidentes) falhas na bateria não afectam todo o sentimento geral que o álbum emana pelo que não deve ser visto como algo castrador da fluidez do trabalho. Até porque a bateria surge apenas, como já tinha referido, para dar relevo à atmosfera violenta e odioso de &lt;b&gt;The Cold Earth Slept Below&lt;/b&gt; e nesse campo não se podem apontar quaisquer lacunas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num plano de bastante maior destaque que a bateria (e que o baixo que é inaudível) encontram-se as estridentes e cortantes guitarras que atravessam todo o álbum. O trabalho é maioritariamente assente em riffs gélidos repetidos várias vezes durante as musicas. O trabalho é simples, mas é possível escutar uma grande variedade no mesmo: existem momentos de &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; mais furioso (remanescente do trabalho de &lt;b&gt;Darkthrone&lt;/b&gt; em &lt;b&gt;Transilvanian Hunger&lt;/b&gt;) como é o caso de &lt;i&gt;Damned Below Judas&lt;/i&gt;; passagens mais lentas e com riffs épicos, algo que pode ser encontrado na faixa-título; melodias atmosféricas com um efeito altamente hipnotizante que pode ser ouvidas, por exemplo em &lt;i&gt;Babylon&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;O interessante neste aspecto é o facto de quase todas as músicas apresentarem esta diversidade. Não pela mesma ordem nem seguindo sempre o mesmo padrão, o que tornaria a escuta monótona rapidamente, mas várias faixas têm as variações descritas e apesar de pintarem uma paisagem bastante monocromática, fazem-no de uma maneira bastante interessante. &lt;i&gt;Fidelity&lt;/i&gt; - uma das melhores faixas do álbum, diga-se - é um dos bons exemplos deste aspecto que &lt;b&gt;The Cold Earth Slept Below&lt;/b&gt; apresenta, indo dos caóticos às melodias soturnas e mais lentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as guitarras a conduzir, o álbum vai-se movimentando em diversos campos dentro do &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; com o objectivo de criar uma atmosfera desoladora e vazia em consonância com a filosofia niilista seguida por &lt;b&gt;Akhenaten&lt;/b&gt;, onde se constata a falta de valor ou propósito da existência (humana). De facto, esse é o sentimento que enche e percorre o álbum. Mesmo não sendo possível o acesso às letras (tudo o que se pode perceber é através de audição directa), o sentimento de invasão por parte de um enorme vácuo é a mais perceptível característica dos quase quarenta e quatro minutos que compõe o álbum.&lt;br /&gt;Contudo, não se pense que este efeito é atingido calmamente. Como mencionado, existem momentos mais lentos e arrastados, mas a incursão pelo lado mais rápido e agressivo do &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; está bem presente e o ódio surge como transporte precisamente para a desolação. Atente-se logo ao início do trabalho com &lt;i&gt;Damned Below Judas&lt;/i&gt; onde a primeira palavra vociferada é precisamente: &lt;i&gt;Hatred&lt;/i&gt;. Uma declaração de intenções bem directa logo nos primeiros segundos do álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para completar o ambiente geral do álbum, temos a voz de &lt;b&gt;Harris&lt;/b&gt;. As vocalizações são bastante típicas do género (arriscaria até dizer que este é o padrão de voz para o &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; moderno): guturais poderosos que, por se encontrarem um pouco enterrados na produção, têm um som abafado e distante, o que enfatiza a atmosfera odiosa e cinzenta do álbum. Não sendo exactamente originais (são bastante na linha do que &lt;b&gt;Nocturno Culto&lt;/b&gt; já fazia em 1996), as vocalizações neste primeiro álbum de &lt;b&gt;Judas Iscariot&lt;/b&gt; ganham dimensão e destaque muito maior devido à sinceridade por emanada por &lt;b&gt;Akhenaten&lt;/b&gt; e pela forma como se encaixam nos riffs arrastados (os vocais resultam melhor nas partes menos rápidas das músicas), criando uma ideia de narração filosófica. A última faixa do álbum, que tem o sugestivo nome de &lt;i&gt;Nietzche&lt;/i&gt;, é o melhor exemplo do que acabo de referir, nomeadamente devido à entoação quase profética que os vocais assumem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o trabalho é bastante homogéneo no seu todo. As variações que referi surgem sobretudo dentro de cada faixa, mas a atmosfera de faixa para faixa é sensivelmente a mesma. Não se esperava outra coisa e é precisamente este envolvimento que o trabalho tem que o torna interessante.&lt;br /&gt;Como já foi amplamente exposto, não se trata de um trabalho original em termos estritamente musicais (embora hoje possa soar ainda menos uma vez que muitas bandas trilharam o mesmo caminho que os antecessores de &lt;b&gt;JI&lt;/b&gt; ou do próprio projecto norte-americano) pelo que vale fundamentalmente pela qualidade imprimida ao álbum.&lt;br /&gt;Neste caso em concreto, a mais valia do álbum é conseguir manter a qualidade e interesse por dois motivos: por um lado, há uma envolvência geral muito bem conseguida e que consegue transmitir na perfeição o sentimento niilista que &lt;b&gt;Harris&lt;/b&gt; pretende; por outro lado, existem vários momentos (sejam riffs arrepiantes, passagens melódicas de cortar a respiração ou simplesmente instantes de &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; executado com o sentimento certo) que por si só se tornam verdadeiros hinos e o melhor é que há muitas alturas em que isso acontece.&lt;br /&gt;Os momentos arrastados e tenebrosos de &lt;i&gt;Damned Below Judas&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;Fidelity&lt;/i&gt;, os riffs bastante inspirados em &lt;i&gt;Babylon&lt;/i&gt; ou no riff principal de &lt;i&gt;The Cold Earth Slept Below&lt;/i&gt; e ainda a hipnótica e longa viagem de &lt;i&gt;Nietzsche&lt;/i&gt; (tema que de alguma forma se torna no paradigma máximo do trabalho e porventura do próprio projecto), são (por si só) tudo fantásticas demonstrações de como deve ser feito &lt;b&gt;BM&lt;/b&gt;, mas quando integrados num álbum com a capacidade de proporcionar um efeito de abstracção exterior para uma maior exploração individualista, tornam-se ainda melhores e transcendem a qualidade intrínseca que cada uma dessas demonstrações teria já por si só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;The Cold Earth Slept Below&lt;/b&gt; não é um álbum fundador do género em que se insere, mas é sem dúvida único na sua abordagem temática ao género. Isto confere-lhe uma atmosfera e força únicas, que tornam o primeiro álbum de &lt;b&gt;Judas Iscariot&lt;/b&gt; um importante contributo para cimentar o que o &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; tem de melhor.&lt;br /&gt;Além disso, foi um começo estrondoso para um projecto que se tornaria numa instituição bastante respeitada no meio em que estava musicalmente inserida, ao longo dos anos em que se manteve activo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é um trabalho de assimilação fácil. Não o pretende ser e isso também é um dos seus pontos positivos. É uma honesta transposição de ideais ditos extremos para música de índole semelhante. Uma recriação poderosa de ideais niilista consubstanciada em três quartos de hora de puro e negro &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt;. O facto de querer ser "apenas" um trabalho honesto neste campo não o torna menos louvável e admirável, muito pelo contrário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-5584561679060029316?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/5584561679060029316/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=5584561679060029316' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/5584561679060029316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/5584561679060029316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/11/judas-iscariot-cold-earth-slept-below.html' title='Judas Iscariot - The Cold Earth Slept Below...'/><author><name>PhiLiz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Otfstq_p1Y4/SqqSnrvR78I/AAAAAAAAABI/TJTX_0fTvJg/S220/M%C3%A9dico+Da+Peste+%5BAvatar%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-6404207565418765405</id><published>2008-11-03T01:18:00.001Z</published><updated>2008-11-03T01:18:39.916Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Corpus Christii - Tormented Belief</title><content type='html'>&lt;span id="ctl00_MainContentPlaceholder_ctl01_ctl00_lblEntry"&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 1.3em;"&gt;Corpus Christii - Tormented Belief&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Introdução&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Quando em 2007, &lt;b&gt;Nocturnus Horrendus&lt;/b&gt; finalizou a trilogia "Tormented" fechou-se um ciclo que representa provavelmente a melhor sequência de álbuns dentro das criações feitas no &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quisermos olhar para a evolução temático-filosófica desta mesma trilogia, podemos conceber uma ascensão que começa na mais desesperada das agonias e vai de alguma forma caminhando em direcção à luz do conhecimento e da perfeição (a própria ideologia do mentor de &lt;b&gt;Corpus Christii&lt;/b&gt; ajuda a entender a procura por este último aspecto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início desta "viagem" deu-se com o mais negro e doentio álbum da trilogia: &lt;b&gt;Tormented Belief&lt;/b&gt;. Conforme é dito por &lt;b&gt;Nocturnus Horrendus&lt;/b&gt;, o álbum surge na mais conturbada altura da vida do mentor de &lt;b&gt;Corpus Christii&lt;/b&gt; e dado o cariz (muito) pessoal do projecto (especialmente nesta trilogia) é natural que todas as perturbações vividas nessa altura por &lt;b&gt;NH&lt;/b&gt; sejam transpostas para o álbum... em forma de dolorosas e odiosas ondas sonoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tormented Belief&lt;/b&gt; marca igualmente uma viragem no som de &lt;b&gt;CC&lt;/b&gt; (que acompanha a própria mudança de conceitos abordados), tornando o som "melancolicamente" mais refinado (embora mantendo a agressão e brutalidade dos trabalhos anteriores), com especial atenção à composição dos temas de forma a conferir aos mesmos uma carga negativa e emocional maior, factor que enriquece (bastante) a atmosfera global do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img402.imageshack.us/img402/9713/32223fq1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alinhamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;1. Melancholy Beginning&lt;br /&gt;2. Forgotten Dead Crow&lt;br /&gt;3. My Blood In Your Hands&lt;br /&gt;4. Arising From The Ashes&lt;br /&gt;5. Devouring Your Essence&lt;br /&gt;6. Being As One With Hatred&lt;br /&gt;7. Me, The Hanged One&lt;br /&gt;8. Constant Suffering&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ano&lt;/b&gt; 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Editora&lt;/b&gt; Nightmare Productions&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa Favorita&lt;/b&gt; 8. Constant Suffering&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Género&lt;/b&gt; Black Metal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;País&lt;/b&gt; Portugal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Banda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nocturnus Horrendus - Baixo, Guitarras &amp;amp; Voz&lt;br /&gt;Necromorbus - Bateria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img509.imageshack.us/img509/4702/1138photoyr8wc7.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;img src="http://img509.imageshack.us/img509/1497/510f1co1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Review&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O cenário de mudança em &lt;b&gt;Tormented Belief&lt;/b&gt; começa logo a ser desenhado na própria morfologia da banda no álbum. Pela primeira vez, &lt;b&gt;Corpus Christii&lt;/b&gt; tem em estúdio um baterista real (substituindo a habitual drum machine que vinha sendo utilizada nos álbuns anteriores).&lt;br /&gt;O baterista escolhido foi Necromorbus, prolífero músico da cena &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; europeia e de reconhecidos (trabalhou, entre outros, com &lt;b&gt;Watain&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;In Aeternum&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Funeral Mist&lt;/b&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começando precisamente por este (primeiro) factor de mudança, &lt;b&gt;Necromorbus&lt;/b&gt; faz um trabalho bastante competente a dar uma furiosa alma rítmica a todo o disco. Os ganhos são por demais evidentes, sobretudo porque a maior variedade do álbum face aos anteriores exige uma melhor articulação entre os momentos mais rápidos e as partes mais lentas, algo que &lt;b&gt;Necromorbus&lt;/b&gt; faz com bastante eficácia (vejam-se, a título de exemplo, as mudanças de ritmo em &lt;i&gt;Melancholy Beginning&lt;/i&gt;).&lt;br /&gt;Além do mais, um trabalho com uma abordagem tão "humana" (do ponto de vista da exploração dos aspectos mais negativos da espécie, entenda-se), não se compadecia com a limitação maquinal de uma drum machine, pelo que, além de um factor de maior interesse, era algo absolutamente necessário para que a globalidade do álbum não sofresse um duro revés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, apesar do bom desempenho de &lt;b&gt;Necromorbus&lt;/b&gt;, a principal personalidade do álbum (em toda a plenitude da afirmação) é, naturalmente, &lt;b&gt;Nocturnus Horrendus&lt;/b&gt;. É da mente de &lt;b&gt;NH&lt;/b&gt; que o álbum toma forma, se concretiza e, claro, se torna verdadeiramente interessante.&lt;br /&gt;Quer sejam os riffs melancólicos, os vocais tresloucados de sofrimento ou a conceptualização da dor em forma de música (as letras aqui desempenham um papel fundamental), a verdade é que &lt;b&gt;Tormented Belief&lt;/b&gt; sai directamente do consciente de &lt;b&gt;NH&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de um expurgar de polémicas, mas de algo mais (ao contrário do que muitos dizem e disso fazem uma estúpida bandeira para criticar &lt;b&gt;CC&lt;/b&gt;). &lt;b&gt;Tormented Belief&lt;/b&gt;, pela mão de &lt;b&gt;NH&lt;/b&gt; é um cruel exercício misantrópico, onde a criação artística é uma extensão do interior do compositor. Claro que isto acontece inúmeras vezes, em inúmeros álbuns, mas raros são as bandas que conseguem fazê-lo de forma interessante, sem entrar no campo da intransmissibilidade ou de cair nos clichés fáceis que são apanágio das tentativas frustradas do relato de algo tão pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que devido a ser um álbum tão particular, ninguém está em condições de compreender totalmente o que é que se pretende transmitir, mas é possível absorver a atmosfera melancólica, o ódio, a agonia e todo um turbilhão de emoções carregadas de negatividade. Nestes aspectos pode, de facto, haver uma identificação (ou dar-se o fenómeno contrário, obviamente) de quem ouve o álbum e surgir um interesse redobrado pelo trabalho. No meu caso, isto é um dos principais factores que me faz ouvir &lt;b&gt;Tormented Belief&lt;/b&gt; bastantes vezes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que tudo isto seria completamente inútil se não fosse suportado musicalmente por um trabalho poderoso e esmagador, como nos é apresentado em &lt;b&gt;Tormented Belief&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;Neste campo, de destacar a produção, que não sendo cristalina, constrói um ambiente claustrofóbico e perfeito para o género em questão. Nota-se também aqui uma notória mudança em relação ao trabalho anterior da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instrumentalmente falando há um destaque natural para as guitarras e consequentemente para os riffs. O trabalho de guitarra do álbum acompanha - obviamente - todo o ambiente geral do álbum, pelo que se podem esperar riffs a transbordar de melancolia, raiva e ódio.&lt;br /&gt;Não sendo um trabalho de guitarra complexo, do ponto de vista técnico (como &lt;b&gt;Rising&lt;/b&gt;, por exemplo), a sobreposição de guitarras, a forma como tudo está colocado no sítio certo de forma a tornar a experiência auditiva (ainda) mais agonizante revelam uma das grandes virtudes deste álbum: as qualidades de composição que são por demais evidentes em &lt;b&gt;Tormented Belief&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;O clima de mudança (prefiro o termo "mudança" ao termo "evolução" em relação a &lt;b&gt;CC&lt;/b&gt; devido ao carácter qualitativo que o segundo muitas vezes encerra) é também evidente, uma vez que o surgimento de várias "camadas" de riffs contrasta claramente com o trabalho mais directo dos álbuns anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, e apesar de tudo, há algo que se consegue sobrepor aos aspectos que positivamente destaquei anteriormente: a voz e a lírica de &lt;b&gt;Nocturnus Horrendus&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;Claro que a compreensão (ou talvez a assimilação individual que cada um faz) das emoções e dos estados de espírito que os temas (e o álbum em geral) transmitem passam muito pela leitura das letras que &lt;b&gt;NH&lt;/b&gt; vai soltando odiosamente durante todo o disco.&lt;br /&gt;Isto é algo que acontece em quase todos os álbuns, no entanto, neste caso (e pela própria produção do álbum que põe em destaque a voz) torna-se em algo único, porque não há um verdadeiro trabalho vocal da parte de &lt;b&gt;Nocturnus&lt;/b&gt;... existe sim um soltar animalesco de momentos homicidas, misantrópicos, demoníacos (e provavelmente dos demónios pessoais do vocalista...): uma enorme dimensão de viscerais vocalizações que consubstanciam toda a negritude adjacente a &lt;b&gt;Tormented Belief&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho vocal é perfeitamente complementado com uma lírica que lida com uma série de sentimentos de obscuros e perversos que vão desde assassínios, puro ódio e a abordagem da morte como a libertação única de todo o sofrimento.&lt;br /&gt;Este último aspecto leva-nos a algo que todo o álbum transmite (não apenas as letras): o desesperante mergulhar na agonia e dor como única forma de existência. Não por um qualquer desejo de auto-flagelação mental, mas porque são estas as emoções que surgem como as mais verdadeiras.&lt;br /&gt;Tal como tudo no álbum, as letras apresentam-se num plano bastante pessoal que apesar de poder ser, à partida, assimilado, torna a sua interpretação sempre muito relativa (ainda mais que o habitual na maioria dos álbuns).&lt;br /&gt;Ainda para mais algumas letras são bastante alegóricas (sobretudo no que diz respeito à expurgação homicida perpetuada pelo "narrador" das letras) o que reforça ainda mais este aspecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o álbum surge bastante homogéneo nos seus aspectos mais gerais, mas encerrando a cada tema algo de novo, o que ajuda a manter o interesse ao longo dos quase quarenta e cinco minutos de audição.&lt;br /&gt;No caso de &lt;i&gt;Melancholy Beginning&lt;/i&gt; temos bastantes variações de tempo, sejam as velocidades dilacerantes impostas pelas guitarras, ou os riffs mais lentos e melancólicos que suportam os arrepiantes (e singulares) guturais de &lt;b&gt;NH&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;Os temas seguintes seguem a mesma linha, embora contendo sempre riffs e variações que não são ouvidas em mais nenhum momento do álbum. Exemplo disto são os riffs inicias de &lt;i&gt;Arising From The Ashes&lt;/i&gt; que são um dos destaques do álbum, ou os momentos que de alguma forma relembram &lt;b&gt;Celestia&lt;/b&gt; (com as devidas diferenças, claro) em &lt;i&gt;Devouring Your Essence&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Being Us One With Hatred&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, apesar de tudo o que já foi dito, um momento marcante em &lt;i&gt;Tormented Belief&lt;/i&gt; e que mesmo que todo o brilhantismo do trabalho não fosse uma realidade, já faria valer a pena, por si só, ouvir o álbum. Falo do meu tema preferido de &lt;b&gt;Corpus Christii&lt;/b&gt;, &lt;i&gt;Constant Suffering&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;O tema é de alguma forma mais melódico e não apresenta (na maior parte do tempo) a velocidade que o resto do trabalho tem, mas devido à simbologia do mesmo no álbum, se compreende, aceita e depois de absorvido, se louva. É um tema carregado de emoção... não de um qualquer romantismo fácil, mas de sentimentos perturbados e cruelmente odiosos... um perfeito resumo do que &lt;b&gt;Tormented Belief&lt;/b&gt; (e a própria banda nesta sua fase da carreira) representa... e na minha óptica o tema é paradigmático daquilo que o próprio &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; deve ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tormented Belief&lt;/b&gt; apresenta-se como um disco único na cena portuguesa e sobretudo porque surgiu numa fase em que o &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; já não via algo tão refrescante há já algum tempo. Mesmo à esfera global, é uma abordagem original ao próprio género. Mas mais importante do que isso, é um grande álbum, uma prova inegável da qualidade que &lt;b&gt;Corpus Christii&lt;/b&gt; atingiu, muito especialmente com fase iniciada neste mesmo trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente é o meu trabalho preferido de &lt;b&gt;Corpus Christii&lt;/b&gt;. Porque é musicalmente um trabalho sublime, porque é um álbum perturbado e coberto de "texturas" que me dizem muito, mas acima de tudo porque a identificação que sinto com &lt;b&gt;Tormented Belief&lt;/b&gt; é enorme (os motivos por detrás da mesma não os mencionarei) e por isso mesmo, faz com que seja um trabalho essencial para mim.&lt;br /&gt;Mas mesmo para quem não sinta tal identificação é uma obra sublime de &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PhiLiz&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-6404207565418765405?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/6404207565418765405/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=6404207565418765405' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/6404207565418765405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/6404207565418765405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/11/corpus-christii-tormented-belief.html' title='Corpus Christii - Tormented Belief'/><author><name>PhiLiz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Otfstq_p1Y4/SqqSnrvR78I/AAAAAAAAABI/TJTX_0fTvJg/S220/M%C3%A9dico+Da+Peste+%5BAvatar%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-5245295268039757821</id><published>2008-11-02T02:34:00.000Z</published><updated>2008-11-02T02:35:02.853Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Corpus Christii - Rising</title><content type='html'>&lt;span id="ctl00_MainContentPlaceholder_ctl01_ctl00_lblEntry"&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 1.3em;"&gt;Corpus Christii - Rising&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Introdução&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Corpus Christii&lt;/b&gt; é hoje uma das maiores entidades do &lt;b&gt;BM&lt;/b&gt; a nível mundial e em Portugal a banda de &lt;b&gt;NH&lt;/b&gt; é provavelmente a referência máxima do género.&lt;br /&gt;Para este "estatuto" muito contribuem as três fazes da trilogia que &lt;b&gt;Rising&lt;/b&gt; finaliza, que representam segundo &lt;b&gt;NH&lt;/b&gt;: a devastação total (&lt;b&gt;Tormented Belief&lt;/b&gt;), seguindo-se a raiva e a auto-descoberta (&lt;b&gt;The Torment Continues&lt;/b&gt;), finalizando-se com a ascensão e subsequente descoberta da luz nesta última proposta da banda.&lt;br /&gt;Os registos de 2003 e 2005, de enorme qualidade, deram ao projecto de &lt;b&gt;NH&lt;/b&gt; ainda mais notoriedade ao mesmo tempo que mostravam os passos para um tipo de sonoridade mais trabalhada e distinta daquela seguida pela banda até então, embora o &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; se apresente hoje, como em 1998 (ano de formação da banda) como característica principal de &lt;b&gt;Corpus Christii&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; de &lt;b&gt;CC&lt;/b&gt; a partir de 2003 surge como uma criação muito pessoal do mentor da banda, &lt;b&gt;Nocturnus Horrendus&lt;/b&gt;. Um misto entre melancolia musical e satanismo filosófico, numa abordagem ao género bastante mais complexa do que a feita pela banda anteriormente.&lt;br /&gt;Nesta linha &lt;b&gt;Rising&lt;/b&gt; surge como uma criação ainda mais ambiciosa (musicalmente falando) com elementos sonoros novos a &lt;b&gt;CC&lt;/b&gt;, transportando &lt;b&gt;Rising&lt;/b&gt; para um nível de excelência ainda maior do que o conseguido nos dois últimos trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img138.imageshack.us/img138/8070/171059mb6.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alinhamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;01 - Intro&lt;br /&gt;02 - Stabbed&lt;br /&gt;03 - Blank Code&lt;br /&gt;04 - Black Gleam Eye&lt;br /&gt;05 - The Wanderer&lt;br /&gt;06 - Torrents Of Sorrow&lt;br /&gt;07 - Void Revelation&lt;br /&gt;08 - Evasive Contempt&lt;br /&gt;09 - Heavenless Bliss&lt;br /&gt;10 - Untouchable Euphoria&lt;br /&gt;11 - Bleak Existence&lt;br /&gt;12 - Revealed Wounds&lt;br /&gt;13 - Outro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ano&lt;/b&gt; 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Editora&lt;/b&gt; Nightmare Productions&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa Favorita&lt;/b&gt; 12 - Revealed Wounds&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Género&lt;/b&gt; Black Metal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;País&lt;/b&gt; Portugal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Banda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nocturnus Horrendus - Bateria, Baixo, Guitarras &amp;amp; Voz&lt;br /&gt;Menthor - Bateria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img514.imageshack.us/img514/3294/1138photoyr8.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Review&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Gravado nos UltraSoundStudios e produzido Daniel Cardoso (o dono dos estúdios e antigo membro dos extintos &lt;b&gt;Sirius&lt;/b&gt;), &lt;b&gt;Rising&lt;/b&gt; apresenta-se muito bem produzido para o género.&lt;br /&gt;Os instrumentos estão bastante audíveis: as guitarras têm uma afinação perfeita para o efeito pretendido, o baixo é perfeitamente perceptível (um dos pontos extra do álbum), a bateria é avassaladora e o trabalho com a voz está soberbo. Acima de tudo, tem alguma "sujidade sonora" e não é demasiado polido para um álbum de &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; o que por vezes pode colocar em causa a atmosfera geral do álbum, o que não neste caso.&lt;br /&gt;Todos os instrumentos foram gravados na totalidade por &lt;b&gt;NH&lt;/b&gt; à excepção da bateria, gravada quase inteiramente por &lt;b&gt;Menthor&lt;/b&gt; dos &lt;b&gt;Epping Forest&lt;/b&gt;. A este propósito é de referir o grande trabalho deste membro convidado. A bateria apresenta-se com uma força maquinal imensa, com diversas variações e uma execução imaculada. O produção ajuda muito a enfatizar a brutalidade que &lt;b&gt;Menthor&lt;/b&gt; "empresta" a &lt;b&gt;Rising&lt;/b&gt;. Sem dúvida um ponto muito positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto vem directamente da mente de &lt;b&gt;Nocturnus Horrendus&lt;/b&gt;. Os riffs melancólicos, mas ao mesmo tempo dilacerantes estão propositadamente mais destacados e são um dos maiores factores de interesse no álbum. Com diversas mudanças e sobreposições, o trabalho de guitarra vai de encontro à complexidade e evolução que a banda tem tido, mas são os momentos melancólicos e genuinamente deprimentes que dão um toque ainda mais pessoal a um trabalho pincelado pela dor e pelos tons negros da mente humana.&lt;br /&gt;Nesta mesma linha, o baixo encontra-se bastante presente e de uma forma um tanto ou quanto surpreendente assume-se como um elemento que para além de completar dá uma atmosfera ainda mais distorcida e arrastada às músicas (como acontece, por exemplo em &lt;i&gt;Stabbed&lt;/i&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz assume-se, obviamente, como o elemento que mais transmite as emoções na música de &lt;b&gt;Rising&lt;/b&gt; e neste ponto é preciso dar um grande destaque à excelente performance de &lt;b&gt;NH&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;Variando entre um gutural bem reconhecível, angustiantes gritos de dor e momentos mais limpos, os vocais são um dos factores mais interessantes do álbum. &lt;b&gt;NH&lt;/b&gt; expele o ódio e a misantropia através de alguns dos mais arrepiantes momentos vocais alguma vez executados sob o nome de &lt;b&gt;Corpus Christii&lt;/b&gt; e o álbum ganha incomensuravelmente com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mencionei anteriormente que este seria porventura o álbum (musicalmente) mais ambicioso de &lt;b&gt;Corpus Christii&lt;/b&gt; e isto é algo que se compreende assim que se começa a ter uma ideia das várias influências e dos pormenores bastante diversos que &lt;b&gt;Rising&lt;/b&gt; encerra.&lt;br /&gt;Os riffs e ritmos mais lentos e soturnos remetem para uma atmosfera &lt;b&gt;Doom&lt;/b&gt; que abrilhanta e diversifica ainda mais o álbum. Neste sentido faixas como &lt;i&gt;The Wanderer&lt;/i&gt; ou a emocional &lt;i&gt;Revealed Wounds&lt;/i&gt; têm sons que vão para além do espectro do &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;Há algumas bandas que vêm à cabeça aquando da audição do álbum como &lt;b&gt;Deathspell Omega&lt;/b&gt; ou &lt;b&gt;Ved Buens Ende&lt;/b&gt;, sobretudo devido à variedade rítmica e à atmosfera criada, mas &lt;b&gt;Corpus Christii&lt;/b&gt; tem uma envolvência única devido à forma como tudo se passa muito no plano pessoal, o que transparece bem para a música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro factor que é facilmente reconhecível no álbum é a religiosidade que lhe está inerente. &lt;b&gt;NH&lt;/b&gt; denomina &lt;b&gt;Corpus Christii&lt;/b&gt; como uma banda de &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; religioso, de cariz demarcadamente satânico. A &lt;i&gt;Intro&lt;/i&gt; com o seu coro evangélico ajuda neste aspecto, mas todo o álbum remete para este sentimento religioso. No que concerne a esta matéria alguns momentos líricos demonstram bem que apesar de as letras estarem já longe de algo como &lt;i&gt;All Hail... (Master Satan)&lt;/i&gt; a devoção a Satanás, o espalhar da sua palavra e o encontrar da verdade através do mesmo são o objectivo primordial de &lt;b&gt;NH&lt;/b&gt;, como visceralmente expelido em &lt;i&gt;Void Revelation&lt;/i&gt;:&lt;i&gt;Satan! Life for those who seek the truth!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as faixas são bastante únicas e distintas (embora o sejam apenas o suficiente para manter o interesse e não soem demasiado díspares e desgarradas de uma linha comum) o que faz do álbum não só um conjunto bastante coeso e sólido, mas igualmente uma fonte de grandes hinos de &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste aspecto há a destacar &lt;i&gt;Stabbed&lt;/i&gt;, logo a primeira faixa do álbum (a seguir à &lt;i&gt;Intro&lt;/i&gt;) e que deambula por entre os riffs cortantes e momentos mais atmosféricos, tudo isto com &lt;b&gt;Nocturnus Horrendus&lt;/b&gt; exprimir os mais desesperantes sentimentos de forma agonizante.&lt;br /&gt;No momento que se segue a bateria de &lt;b&gt;Menthor&lt;/b&gt; tem um dos seus pontos altos. &lt;i&gt;Blank Code&lt;/i&gt; tem um ritmo mais rápido na maior parte do tempo, mas também é onde se pode encontrar um dos primeiros momentos em que &lt;b&gt;Nocturnus Horrendus&lt;/b&gt; usa uma voz mais falada, o que dá uma ideia de ritual e que resulta muito bem.&lt;br /&gt;Ainda nesta toada mais tradicional encontramos &lt;i&gt;Untouchable Euphoria&lt;/i&gt; (com alguns elementos mais &lt;b&gt;Thrash&lt;/b&gt; à mistura) ou &lt;i&gt;Evasive Contempt&lt;/i&gt; que dão corpo à vertente mais rápida do álbum.&lt;br /&gt;Os riffs tristes são enfatizados em faixas como &lt;i&gt;The Wanderer&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Torrents Of Sorrow&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Heavenless Bliss&lt;/i&gt; ou no momento mais emocional (e simultaneamente mais brilhante) do álbum &lt;i&gt;Revealed Wounds&lt;/i&gt; onde numa toada depressiva tudo flui numa corrente de pura melancolia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada faixa tem pormenores que só serão notados à medida em que o álbum for absorvido. É este outro dos grandes pontos do álbum, onde as faixas vão ganhando de uma forma estranha nova força e nova dinâmica, seja individualmente, seja no contexto de um álbum que devido a uma atmosfera rica em vários elementos se torna numa autêntica surpresa, a cada audição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando totalmente absorvido, a ideia geral que mais se retém é a expurgação de sentimentos negativos muito fortes e vincados. O arrepiante &lt;i&gt;Outro&lt;/i&gt; é parte essencial disto mesmo e mais do que algo que soe esteticamente bem, é um grito (literalmente) libertador de tudo quanto a trilogia &lt;b&gt;Tormented&lt;/b&gt; encerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O mínimo que se pode dizer é que &lt;b&gt;Rising&lt;/b&gt; é mais um enorme passo em frente na carreira de &lt;b&gt;Corpus Christii&lt;/b&gt; e demonstra em especial todas as potencialidades de composição do seu mentor, &lt;b&gt;Nocturnus Horrendus&lt;/b&gt;. Desta vez &lt;b&gt;NH&lt;/b&gt; conseguiu uma obra extrema em sonoridade e complexidade, bem como cimenta a unicidade de &lt;b&gt;CC&lt;/b&gt; no panorama do &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Rising&lt;/b&gt; assume-se inevitavelmente como um dos melhores lançamentos de 2007 (seja em que dimensão territorial estejamos a falar), bem como uma das mais brilhantes criações de sempre na cena &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PhiLiz&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-5245295268039757821?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/5245295268039757821/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=5245295268039757821' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/5245295268039757821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/5245295268039757821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/11/corpus-christii-rising.html' title='Corpus Christii - Rising'/><author><name>PhiLiz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Otfstq_p1Y4/SqqSnrvR78I/AAAAAAAAABI/TJTX_0fTvJg/S220/M%C3%A9dico+Da+Peste+%5BAvatar%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-4000102506786082615</id><published>2008-11-01T14:24:00.001Z</published><updated>2008-11-01T14:24:54.916Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>HIM - Venus Doom</title><content type='html'>&lt;span id="ctl00_MainContentPlaceholder_ctl01_ctl00_lblEntry"&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 1.3em;"&gt;HIM - Venus Doom&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Introdução&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala na banda finlandesa de &lt;b&gt;Ville Valo&lt;/b&gt; é normal pensar-se em estruturas musicais simples, tendencialmente a virar para o &lt;b&gt;Rock&lt;/b&gt; mais acessível (sobretudo a partir do já longínquo e genial primeiro álbum). Não que seja um facto totalmente negativo (a própria natureza da banda assim determina este aspecto), mas a verdade é que do ponto de vista musical e se quisermos técnico, &lt;b&gt;HIM&lt;/b&gt; não era, de todo, uma banda com grande complexidade (não que isto signifique que os músicos eram insatisfatórios a este nível). Esta ideia saiu reforçada com o lançamento de &lt;b&gt;Dark Light&lt;/b&gt; (anterior álbum da banda, de 2005), um trabalho nitidamente mais acessível e &lt;b&gt;Pop&lt;/b&gt;, mesmo tendo em conta os anteriores trabalhos da banda e o sucesso que alcançaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo quando saíram as primeiras informações sobre o álbum, a banda apontava para uma direcção mais pesada e ambiciosa do ponto de vista musical, apenas continuando liricamente a linha poética e alegórica que se encontra presente desde &lt;b&gt;Love Metal&lt;/b&gt;. A opção pelos mesmos produtores (Tim Palmer e Hiili Hiilesmaa, este último o mesmo que produziu o primeiro álbum da banda) desse mesmo trabalho (datado de 2003), indicava que iria ser um trabalho mais virado para as guitarras e sons mais pesados do que, pelo menos, o anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas indicações confirmam-se na totalidade. Se &lt;b&gt;Dark Light&lt;/b&gt; foi uma grande mudança no som de &lt;b&gt;HIM&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Venus Doom&lt;/b&gt; também o é, mas numa direcção completamente oposta. Os factores que tornam o som imediatamente associável à banda, estão presentes (principalmente a voz), mas há vários elementos novos a qualquer álbum que a banda tenha feito e logo à partida este facto torna o álbum bastante interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img265.imageshack.us/img265/8020/kopie20von20him2020venuzp8.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alinhamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;01 - Venus Doom&lt;br /&gt;02 - Love In Cold Blood&lt;br /&gt;03 - Passion's Killing Floor&lt;br /&gt;04 - Kiss Of Dawn&lt;br /&gt;05 - Sleepwalking Past Hope&lt;br /&gt;06 - Dead Lover's Lane&lt;br /&gt;07 - Song Or Suicide&lt;br /&gt;08 - Bleed Well&lt;br /&gt;09 - Cyanide Sun&lt;br /&gt;10 - Love In Cold Blood [Special K Remix] */**&lt;br /&gt;11 - Dead Lovers' Lane [Special C616 Remix] */**&lt;br /&gt;12 - Bleed Well [Acoustic] **&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* - Apenas disponível na edição especial do álbum.&lt;br /&gt;** - Apenas disponível na edição limitada do álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ano&lt;/b&gt; 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Editora&lt;/b&gt; Sire Records&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa Favorita&lt;/b&gt; 05 - Sleepwalking Past Hope&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Género&lt;/b&gt; Gothic Rock&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;País&lt;/b&gt; Finlândia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Banda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Emerson Burton (Janne Puurtinen) - Teclados&lt;br /&gt;Gas Lipstick (Mika Karppinen) - Bateria&lt;br /&gt;Linde (Mikko Lindström) - Guitarra&lt;br /&gt;Migé Amour (Mikke Paananen) - Baixo&lt;br /&gt;Ville Valo - Voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img145.imageshack.us/img145/4452/vd1ng4.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Review&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O som de um isqueiro e de seguida um suspiro...&lt;br /&gt;É assim que &lt;b&gt;Ville Valo&lt;/b&gt; inicia o álbum, o sexto da banda: em tom catártico. É bem compreensível que assim o seja, após vários acontecimentos traumáticos com o vocalista da banda desde o lançamento de &lt;b&gt;Dark Light&lt;/b&gt; no fim de 2005. Os detalhes sobre os mesmos são irrelevantes, mas o impacto que estes tiveram na banda são importantes (como um todo e não como acontecimentos isolados) e ajudam a perceber a toada reinventiva da essência da própria banda que &lt;b&gt;Venus Doom&lt;/b&gt; toma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se nota logo à partida no álbum é uma vontade experimental enorme. Seja através das texturas musicais criadas pelas guitarras, as partes instrumentais muito ao jeito de &lt;b&gt;Black Sabbath&lt;/b&gt; (influência confessa da banda), as peculiares intromissões do baixo ou ainda as letras, cada vez mais complexas e literárias (uma clara mudança desde os primeiros tempos da banda, onde o amor trágico surgia retratado de forma bem mais directa e simples), a verdade é que todo o álbum é envolto numa atmosfera bastante densa e que tem várias incursões a géneros que a banda nunca explorara antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concretizando, temos um claro piscar de olho a algumas ideias mais progressivas, facto até aqui completamente inédito e corporiza-se sobretudo na não utilização da habitual composição, "verso-refrão-verso-refrão", bem como alguns arranjos que fazem lembrar o estilo. As próprias opções a nível da duração das músicas reflectem algumas influências do estilo.&lt;br /&gt;É ainda possível distinguir alguns elementos bem &lt;b&gt;Doom&lt;/b&gt; (este facto é uma das mais surpreendentes revelações de todo o álbum e está bem presente em todo o trabalho) e que tornam o álbum soturno, negro e com uma áurea profunda de melancolia. A música não é, obviamente, tão arrastada ou pesada como a praticada nas bandas mais pesadas do estilo, mas a simbiose suave das características principais do &lt;b&gt;Doom&lt;/b&gt; (o refrão neste aspecto é bem literal) com o som mais "rockeiro" da banda, é uma das principais características dos &lt;b&gt;HIM&lt;/b&gt; neste álbum.&lt;br /&gt;Ainda neste campo, &lt;b&gt;Black Sabbath&lt;/b&gt; surge como influência óbvia. Muitos riffs têm essa influência claramente destacada e os próprios momentos instrumentais que criam a atmosfera negra do álbum são remanescentes da banda de &lt;b&gt;Tony Iommi&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guitarra assume-se como o motor desta evolução ocorrida em &lt;b&gt;Venus Doom&lt;/b&gt; comparativamente com os álbuns anteriores. &lt;b&gt;Linde&lt;/b&gt; é um excelente guitarrista, que sempre deu à banda um toque único, mas nunca terá tido uma performance tão central num álbum. Se é certo que uma das principais marcas de &lt;b&gt;HIM&lt;/b&gt; era a distorção muito própria dos primeiros trabalhos e esta desapareceu... mais certo ainda é que &lt;b&gt;Linde&lt;/b&gt; tem um papel multi-facetado e essencial para a definição das principais ideias do álbum, bem como para os objectivos da banda nesta fase.&lt;br /&gt;Os riffs sujos e bastante "sabbathianos" são a nota dominante no álbum, a par com os inúmeros solos que todas as músicas sem excepção apresentam. Este foi de resto, um caminho pelo qual a banda explicitamente optou, isto é, dar mais destaque e tempo à guitarra nesta proposta.&lt;br /&gt;O trabalho de guitarra apresenta-se assim como um dos principais pontos de interesse do álbum. Muito variado, pesado, como uma distorção diferente da usada antigamente mas ainda assim distinta da maioria do que se faz actualmente, com vibrantes passagens em várias músicas entre muitos outros atractivos que se vão descobrindo a cada audição, pois os pormenores com que &lt;b&gt;Linde&lt;/b&gt; vai polvilhando o álbum são muitos e variados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instrumentalmente, outro dos factores que se saúda é o regresso do baixo a um papel de relevo num trabalho da banda. Depois de alguns álbuns relegado para segundo plano, &lt;b&gt;Migé&lt;/b&gt; volta a apresentar-se como um elemento realmente importante na construção da atmosfera de um álbum de &lt;b&gt;HIM&lt;/b&gt;, tal como acontecia nos tempos de &lt;b&gt;Razorblade Romance&lt;/b&gt;, não se limitando a "encher". Em consonância com a guitarra, o baixo assume um papel importante para a atmosfera densa e profunda que todo o álbum tem, através de riffs fortes e demarcados. Alguns dos melhores momentos do álbum são quando o baixo e a guitarra como que se interligaram e formam um par sonoro atmosférico e negro que em muito beneficia o sentimento geral de &lt;b&gt;Venus Doom&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bateria de &lt;b&gt;Gas&lt;/b&gt; encontra-se numa toada semelhante a tudo o resto, com diversas variações de estilo em todo o álbum. Esta versatilidade assenta bem a &lt;b&gt;Gas&lt;/b&gt; que é um vocalista bastante completo e cheio de ideias musicalmente distintas (é, por exemplo, baterista numa banda de &lt;b&gt;Grindcore&lt;/b&gt;), tal como provam os momentos de espantoso relevo e exoticidade (a percussão em &lt;i&gt;Sleepwalking Past Hope&lt;/i&gt; é um destes momentos).&lt;br /&gt;Os teclados por outro lado, estão menos presentes do que em &lt;b&gt;Dark Light&lt;/b&gt;, não deixando ainda assim, de dar um sentimento épico e melancólico ao trabalho, sobretudo nos momentos onde os instrumentos assumem uma posição privilegiada em relação à voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando nesta mesma voz, este é sempre um dos principais factores de destaque em álbuns de &lt;b&gt;HIM&lt;/b&gt; e sobretudo para os fãs da banda. A voz de &lt;b&gt;Valo&lt;/b&gt; apresenta uma expressividade e vulnerabilidade que sempre foram muito apreciadas pelos fãs e por outro lado, criticadas por alguns detractores da banda (embora a maioria das críticas neste campo sejam absurdas demais para uma menção séria).&lt;br /&gt;Em &lt;b&gt;Venus Doom&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Ville Valo&lt;/b&gt; exibe-se mais maduro e ciente das suas capacidades vocais, variando entre registos mais agudos e graves, com especial destaque para estes últimos, que sempre foram um dos pontos fortes do vocalista de &lt;b&gt;HIM&lt;/b&gt;. De resto, a voz acompanha inteiramente toda a temática lírica do álbum. A dualidade entre o amor e a tragédia é analogamente representada pela voz ora mais suave, ora mais soturna de &lt;b&gt;Valo&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;Liricamente, o álbum apresenta-se como um dos mais ricos da banda, com a poesia fantasmagórica, mas romântica de &lt;b&gt;Valo&lt;/b&gt;, num estilo muito literário e alegórico, sempre tendo o amor trágico como pano de fundo. De resto, o álbum tem de alguma forma um conceito comum a algumas músicas, conceito esse que se prende com uma paixão com o fim trágico no clímax do álbum, &lt;i&gt;Sleepwalking Past Hope&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, as variações entre momentos mais habituais da banda e devaneios "à lá" &lt;b&gt;Doom&lt;/b&gt; que estão particularmente presentes em &lt;i&gt;Venus Doom&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;Passion's Killing Floor&lt;/i&gt; são de resto uma simbiose à qual poderíamos de forma muito redutora chamar &lt;b&gt;Doom Rock&lt;/b&gt; e que representa todos os sentimentos que a banda quis por no álbum. A última música do álbum, &lt;i&gt;Cyanide Sun&lt;/i&gt; é o exemplo perfeito deste contraste entre peso e delicadeza, tragédia e beleza.&lt;br /&gt;Até a música escolhida para o single, &lt;i&gt;Kiss Of Dawn&lt;/i&gt; (música dedicada a um amigo da banda que faleceu pouco depois de finalizadas as gravações de &lt;b&gt;Dark Light&lt;/b&gt;) tem na sua versão álbum um momento final muito mais exótico que o habitual na banda, com os teclados a envolverem a música num misto de mistério e erotismo.&lt;br /&gt;Todas as músicas são de resto bem mais pensadas, tendo o álbum menos faixas que o habitual (apenas nove na edição normal) em &lt;b&gt;HIM&lt;/b&gt; precisamente para evitar que houvessem músicas a mais o que se materializou em mais faixas de grande qualidade como é o caso da mais acelerada &lt;i&gt;Love In Cold Blood&lt;/i&gt;, de um momento muito espiritual em &lt;i&gt;Dead Lover's Lane&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;Bleed Well&lt;/i&gt; num tom mais &lt;b&gt;Pop&lt;/b&gt; e alegre que acaba por ser distinto do resto, mas encaixar-se muito bem no álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o álbum é contrastante: se por um lado temos o peculiar acústico &lt;i&gt;Song Or Suicide&lt;/i&gt; com pouco mais de um minuto muito caseiro e introspectivo, temos por outro a opus do álbum, &lt;i&gt;Sleepwalking Past Hope&lt;/i&gt; que simboliza tudo o que &lt;b&gt;Venus Doom&lt;/b&gt; tenta demonstrar e fá-lo de forma brilhante. A mais longa faixa que a banda produziu até hoje, com mais de dez minutos de duração, é uma épica e negra viagem por um mundo onde várias emoções se cruzam de forma contagiante. Com momentos mais calmos e tristes onde o teclado vai dando um sentimento melancólico à música ou com momentos onde os solos de guitarra dão uma vibração fantasmagórica ao tema, tudo está perfeitamente interligado e redunda numa mensagem desolada, no momento mais pessoal e desolador do álbum. Se necessário fosse resumir o álbum num simples minuto seria o meio de &lt;i&gt;Sleepwalking Past Hope&lt;/i&gt; onde a estrofe abaixo citada está inserida, seria o ideal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I gave up long ago&lt;br /&gt;Painting love with crimson flow&lt;br /&gt;Ran out of blood and hope&lt;br /&gt;So I paint you no more&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente arrepiante, uma das melhores músicas de &lt;b&gt;HIM&lt;/b&gt; em muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase no fim deixo uma pequena consideração. Este álbum foi "publicitado" como o mais pesado de &lt;b&gt;HIM&lt;/b&gt;. Será o mais variado, talvez o mais bem conseguido musicalmente e o mais ambicioso, mas não concordo com o facto de ser o mais pesado. Nesse campo, a estreia da banda com &lt;b&gt;Greatest Lovesongs Vol.666&lt;/b&gt; (que permanece o meu favorito) tem um ambiente que puxa muito mais para o &lt;b&gt;Gothic Metal&lt;/b&gt;, factores que se foram transformando ao longo da carreira da banda, inclusive em &lt;b&gt;Venus Doom&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;O "&lt;b&gt;Gothic&lt;/b&gt;" em &lt;b&gt;HIM&lt;/b&gt; está presente mas deixou de ser o principal "ambiente" presente nos álbuns e por outro lado a sonoridade, sendo pesada, é-o doutra forma, mais suja e não de forma tão agressiva e literalmente distorcida como o era no início.&lt;br /&gt;Nenhuma destas considerações belisca a excelente qualidade deste álbum. A banda mudou e essa mudança deu grandes frutos, como é o caso de &lt;b&gt;Venus Doom&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Formados já no longínquo ano de 1991(!), os &lt;b&gt;HIM&lt;/b&gt; dão uma prova cabal de reinvenção e ambição musical com &lt;b&gt;Venus Doom&lt;/b&gt;, um álbum cheio de grandes surpresas, talvez até mais para aqueles familiarizados com o anterior trabalho da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sonoridade não é a mesma do início da carreira e alguns (ou algumas...) poderão não compreender a profundidade e a evolução da banda, mas é inegável que a qualidade é a mesma, simplesmente "aplicada" de outra forma e com a maturação que o tempo sempre permite às grandes bandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PhiLiz&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-4000102506786082615?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/4000102506786082615/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=4000102506786082615' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/4000102506786082615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/4000102506786082615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/11/him-venus-doom.html' title='HIM - Venus Doom'/><author><name>PhiLiz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Otfstq_p1Y4/SqqSnrvR78I/AAAAAAAAABI/TJTX_0fTvJg/S220/M%C3%A9dico+Da+Peste+%5BAvatar%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-8658647715258853036</id><published>2008-10-31T01:00:00.000Z</published><updated>2008-10-31T01:02:27.422Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Xasthur - Nocturnal Poisoning</title><content type='html'>&lt;span id="ctl00_MainContentPlaceholder_ctl01_ctl00_lblEntry"&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 1.3em;"&gt;Xasthur - Nocturnal Poisoning&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Introdução&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Num género cujo dinamismo e mutação constantes não são tão notados como na realidade acontecem, &lt;b&gt;Xasthur&lt;/b&gt; surge como uma inovação, não de um ponto de vista estrutural, mas como um extremar e numa toada de levar mais longe algo que já tinham de alguma forma, sido anteriormente fundado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, projectos como &lt;b&gt;Strid&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Silencer&lt;/b&gt; (ambas as bandas de uma forma mais típica do estilo, embora com elementos distintos do que geralmente existe no &lt;b&gt;BM&lt;/b&gt;, mas acima de tudo &lt;b&gt;Mütiilation&lt;/b&gt; (antigo projecto das LLN e que tem direito a uma cover neste álbum, o que mostra a sua influência em &lt;b&gt;Xasthur&lt;/b&gt;) já tinham nos seus lançamentos a partir do meio dos anos 90, materializado o que hoje se convenciona chamar &lt;b&gt;Depressive Black Metal&lt;/b&gt; ou mais recentemente &lt;b&gt;SDBM&lt;/b&gt; (&lt;b&gt;Suicidal Depressive Black Metal&lt;/b&gt;), mas &lt;b&gt;Scott Conner&lt;/b&gt; (nome pouco reconhecido, mas que é o verdadeiro nome por detrás de &lt;b&gt;Malefic&lt;/b&gt;) levou o conceito aos limites da sua vertente mais violenta e sufocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo nos primeiros trabalhos compreende-se a estética negra e melancólica do projecto de &lt;b&gt;Malefic&lt;/b&gt;, através de uma produção enterrada e desconexa, com influências claras da fase mais ambiental de &lt;b&gt;Burzum&lt;/b&gt;. Aliás, estaria longe de imaginar em 1996, um dos mais geniais compositores de &lt;b&gt;Metal&lt;/b&gt; dos anos 90, quando lançou as bases para um "devaneio" estético dentro do &lt;b&gt;BM&lt;/b&gt;. Falo claro de &lt;b&gt;'Filosofem'&lt;/b&gt;, última demonstração extrema pelas mãos de &lt;b&gt;Varg&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;De um ponto de vista morfológico, &lt;b&gt;Burzum&lt;/b&gt; é, inclusive, uma influência por demais evidente, uma vez que depois de &lt;b&gt;Malefic&lt;/b&gt; abandonar a ideia de ter uma banda, concentrou-se apenas ele em &lt;b&gt;Xasthur&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, &lt;b&gt;Malefic&lt;/b&gt; vai (musical e conceptualmente) mais além, pois por detrás do projecto há um objectivo claro, uma ideia fixa e fomentar a extinção da raça humana, num impulso claramente misantrópico e que é inerente à própria pessoa do mentor do projecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1999, e já como um projecto individual na sua totalidade, começam os primeiros split's, demos e EP's, lançando fortes indicações do que viria a ser lançado neste primeiro álbum, em 2002.&lt;br /&gt;Em '&lt;b&gt;Nocturnal Poisoning&lt;/b&gt;', &lt;b&gt;Xasthur&lt;/b&gt; confirma-se como um projecto extremo, onde a misantropia e a intenção clara de enterrar de enterrar em depressão as almas que se cruzem com a índole perturbadoramente depressiva de &lt;b&gt;Xasthur&lt;/b&gt;, se tornam em algo magistralmente transposto numa (negra) obra-prima sonora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img516.imageshack.us/img516/9425/15373vt8.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alinhamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;01 - In The Hate Of Battle&lt;br /&gt;02 - Soul Abduction Ceremony&lt;br /&gt;03 - A Gate Through Bloodstained Mirrors&lt;br /&gt;04 - Black Imperial Blood&lt;br /&gt;05 - Legion Of Sin And Necromancy&lt;br /&gt;06 - A Walk Beyond Utter Blackness&lt;br /&gt;07 - Nocturnal Poisoning&lt;br /&gt;08 - Forgotten Depths Of Nowhere&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ano&lt;/b&gt; 2002&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Editora&lt;/b&gt; Blood Fire Death&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa Favorita&lt;/b&gt; 01 - In The Hate Of Battle&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Género&lt;/b&gt; (Depressive) Black Metal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;País&lt;/b&gt; EUA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Banda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Malefic (Scott Conner) - Todos os instrumentos e voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img153.imageshack.us/img153/954/xasthur1106jd9.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Review&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Uma das primeiras impressões que se tem de &lt;b&gt;Xasthur&lt;/b&gt; é o carácter perturbante das músicas, quando absorvidas no seu total desespero e melancolia. Não falo numa tentativa de ouvir a banda como se de uma banda de (&lt;b&gt;Black&lt;/b&gt;) &lt;b&gt;Metal&lt;/b&gt; mais típico se tratasse, mas sim de uma verdadeira forma de deixar a invasão sonora do projecto de &lt;b&gt;Malefic&lt;/b&gt; penetrar na mente, com toda a sua intensidade. Ai, até mais do que tristeza, misantropia, desolação, sentimentos depressivos e suicidas, temos um vazio perturbador, algo pior que a negatividade, simplesmente uma paisagem sonora monocromática, tão forte que inutiliza os sentidos e o pensamento.&lt;br /&gt;Talvez este efeito de afastamento e palidez, seja provocado pela antítese que representa a existência de &lt;b&gt;Xasthur&lt;/b&gt;, projecto fundado num dos mais agitados estados dos Estados Unidos. Quando se vive na Califórnia, como &lt;b&gt;Scott Conner&lt;/b&gt; vive, os sentimentos negativos são uma ilha no meio das sensações antagónicas aqui presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo em &lt;b&gt;Xasthur&lt;/b&gt; é pouco convencional. As estruturas das músicas (cinco das oito neste álbum a superar os sete minutos de duração) são muito diferentes do habitual, mesmo em relação ao &lt;b&gt;BM&lt;/b&gt;, com várias variações de ritmo constantes, um forte uso de teclados e sobreposição de guitarras. A produção é enterrada e crua, mas sempre deixando ouvir com clareza os elementos presentes, criando assim uma atmosfera intensa e sufocante, factor este que é marca distinta de &lt;b&gt;Xasthur&lt;/b&gt;. Aliás, quando se fala numa produção adequada à intencionalidade do álbum, &lt;b&gt;'Nocturnal Poisoning'&lt;/b&gt; adequa-se na perfeição. Uma produção demasiado límpida e cristalina tiraria parte do sentimento de distância e vazio que se prolonga durante todas as faixas, além de que se perderia grande parte da atmosfera nas músicas. É, portanto, a produção adequada para o efeito desejado e neste aspecto tem que se salientar o brilhantismo de &lt;b&gt;Scott Conner&lt;/b&gt;, sobretudo em relação ao volume e momento em que cada elemento (particularmente voz, guitarras e teclados) surge nas músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando dos elementos principais neste álbum de estreia, os teclados são provavelmente o instrumento mais distinto em todo o álbum. Existe um forte uso de sintetizadores para criar uma atmosfera intensa, ora melancólica, ora caótica, ora simplesmente triste. Aliás, musicalmente falando, será talvez o único instrumento com momentos mais complexos (a beleza de &lt;b&gt;Xasthur&lt;/b&gt; está em muito associada ao minimalismo do projecto), muitas vezes surgindo apenas como pequenos lamentos, numa fúria caótica e desordenada, ou simplesmente extraordinariamente melancólicos. Os momentos criados pelos sintetizadores (falo no plural, porque muitas vezes são vários que são ouvidos durante o álbum) são muito belos, mas ao mesmo tempo de uma melancolia e desolação extremas. São como que a "outra voz" nas músicas, criando uma atmosfera densa e negra que caracteriza o álbum e até o próprio projecto em si (distingui-o claramente de outras bandas do género e que se colaram, com melhores ou piores resultados, ao conceito de &lt;b&gt;Xasthur&lt;/b&gt;).&lt;br /&gt;No entanto, não se espere teclados com um elevado cariz épico (são-no até certo ponto, mas numa interpretação muito própria de &lt;b&gt;Malefic&lt;/b&gt;) e integrados num conceito de beleza comum ou tão pouco como são utilizados pela maioria das bandas do estilo. São por vezes os elementos mais demonstrativos de toda a dolorosa raiva que inunda o trabalho, contrastando com a sua habitual função puramente atmosférica (que, como já referi, também a tem) e transcendendo-se para uma angustiante beleza, onde a solidão reina e tudo surge como estando no eterno sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por seu turno, as guitarras têm um papel menos evidente que os teclados. São executadas com vários riffs repetidos de forma exaustiva, extremamente distorcidas e muitas vezes sobrepostas, formando o som "enterrado" que se ouve em todo o álbum. É de notar, no entanto, que à semelhança dos teclados, também é muitas vezes o elemento a dar uma áurea depressiva às músicas.&lt;br /&gt;O baixo não é muito audível (o que não é novidade no estilo e sobretudo compreende-se pelo objectivo que &lt;b&gt;Xasthur&lt;/b&gt; encerra) e quando é ouvido está geralmente integrado de forma simples nas faixas.&lt;br /&gt;No que diz respeito, à bateria, esta é tocada por uma "drum machine", pelo que não há muito a dizer. Marca a passagem de ritmos de forma mais acentuada e de forma exacta, mas não representa um elemento distinto no álbum, o que tal como o baixo não é novidade e não é de forma alguma negativo, pois o objectivo do álbum não é focar estes elementos individualmente, mas sim torná-los parte de um todo, em si genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos por fim à voz. E falamos aqui no mais inumano elemento do álbum. Os vocais de &lt;b&gt;Malefic&lt;/b&gt;, além de bastante enterrados na mistura final, encerram em si o objectivo principal do álbum: um hino ao suicídio, através da dor, melancolia, depressão, ódio, raiva e negatividade em geral. São guturais rasgantes (a lembrar os de &lt;b&gt;Varg&lt;/b&gt; nos primórdios mas ainda mais arrepiantes), autênticos calafrios na espinha devido à sua grotesca beleza. As vocalizações não são parte constante das faixas, mas quando surgem, são momentos incríveis e que completam ainda mais o álbum, tornando-o ainda numa maior obra-prima do que já seria, caso fosse puramente instrumental. Aliás, a voz de &lt;b&gt;Malefic&lt;/b&gt; é algo incrível de ouvir, seja em projectos tão bizarros como &lt;b&gt;Sunn O)))&lt;/b&gt; ou juntando-se a membros de &lt;b&gt;Nachtmystium&lt;/b&gt; para interpretar um tema do álbum de &lt;b&gt;Twilight&lt;/b&gt;, numa das suas raras incursões &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=jc8MWvgm508" target="_blank"&gt;ao vivo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álbum tem uma duração invulgar para um lançamento do género, ultrapassando os setenta e nove minutos, apesar de apenas serem oito músicas. Tal também se entende, pois é suposto ser ouvido como um todo. O que se compreende ainda mais do que o habitual em álbuns longos porque a variedade, entre e no seio de cada música, é muito grande e quando ouvido com atenção (repito, não é um álbum fácil de entender, nem de audição leve) prende o ouvinte pelo mundo distorcido criado por &lt;b&gt;Malefic&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;É possível destacar momentos de magistral negritude, mas se não ouvido como um todo, perde-se boa parte da magia de &lt;b&gt;'Nocturnal Poisoning'&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo logo da abertura, &lt;i&gt;In The Hate Of Battle&lt;/i&gt;, com variações de ritmo frequentes e alguns dos mais agonizantes riffs do álbum. As vocalizações são, como em todo o álbum, tenebrosas, tornando o primeiro impacto do álbum, uma faixa representativa do trabalho, mas igualmente num hino de &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; depressivo, como só &lt;b&gt;Xasthur&lt;/b&gt; pode produzir. Liricamente, o projecto é imperceptível sem as letras ao lado (e mesmo assim é complicado), mas está em perfeita consonância com a música a deambular entre os temas suicidas, desesperantes e/ou místicos. Neste caso, prende-se com o puro ódio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Hatred bled onto the soul&lt;br /&gt;With a fury to kill&lt;br /&gt;Killed brethren&lt;br /&gt;Without respect for lives unholy&lt;br /&gt;A hatred possessing my soul&lt;br /&gt;With a fury to kill &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A homenagem a &lt;b&gt;Mütiilation&lt;/b&gt; com &lt;i&gt;Black Imperial Blood&lt;/i&gt; mostra bem uma das influências da banda e apesar de estar fiel ao original, é uma interpretação bem "xasthuriana" de uma das grandes faixas produzidas por &lt;b&gt;Meyhna'ch&lt;/b&gt; no enorme &lt;b&gt;'Vampires Of Black Imperial Blood'&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, destacar a última música, apenas com sintetizadores, fazendo lembrar muito &lt;b&gt;'Hliðskjálf'&lt;/b&gt;. &lt;i&gt;Forgotten Depths Of Nowhere&lt;/i&gt; faz jus ao nome e em jeito de despedida, lembra uma marcha fúnebre, onde já nem a dor ou tristeza têm lugar, simplesmente o vazio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco mais há a dizer, senão que &lt;b&gt;'Nocturnal Poisoning'&lt;/b&gt; é uma autêntica opus misantrópica e suicida, uma viagem pela dimensão conturbada criada por &lt;b&gt;Malefic&lt;/b&gt;, dimensão essa onde a agonia sufocante e a desolação eterna formam paisagens repetidas indefinidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Xasthur&lt;/b&gt; é um projecto único, de uma mente única e pessoalmente, todo o conceito do projecto me diz muito. Depois do álbum de estreia lançou outras grandes obras. No entanto, a nível de intensidade, talvez nunca tenha igualado &lt;b&gt;'Nocturnal Poisoning'&lt;/b&gt;. Não é fácil. Considero o álbum que agora acabo de descrever como um dos melhores alguma vez criados dentro do &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; (embora &lt;b&gt;Xasthur&lt;/b&gt; "ultrapasse" não raras vezes, o estilo, musicalmente falando). Depois de &lt;b&gt;Burzum&lt;/b&gt; não me lembro de algo tão fabuloso como o álbum de estreia de &lt;b&gt;Xasthur&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essencial para quem compreenda (ou queira compreender) os caminhos mais negros da mente humana, ou simplesmente para findar a própria existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PhiLiz&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-8658647715258853036?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/8658647715258853036/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=8658647715258853036' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/8658647715258853036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/8658647715258853036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/10/xasthur-nocturnal-poisoning.html' title='Xasthur - Nocturnal Poisoning'/><author><name>PhiLiz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Otfstq_p1Y4/SqqSnrvR78I/AAAAAAAAABI/TJTX_0fTvJg/S220/M%C3%A9dico+Da+Peste+%5BAvatar%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-6729898024325201153</id><published>2008-10-30T21:05:00.003Z</published><updated>2008-10-31T01:03:19.143Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Bizarra Locomotiva - Ódio</title><content type='html'>&lt;span id="ctl00_MainContentPlaceholder_ctl01_ctl00_lblEntry"&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:7;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 1.3em;font-size:16;" &gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Bizarra Locomotiva - Ódio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Introdução&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Os mais brilhantes representantes da cena mais pesada de &lt;b&gt;Industrial&lt;/b&gt; em Portugal, ultrapassam qualquer contexto em que possam ser inseridos devido à pura vandalização sonora imprimida em qualquer dos seus trabalhos. Os &lt;b&gt;Bizarra Locomotiva&lt;/b&gt; apresentam-se como o nome indica, máquina bizarra de contornos grotescos e assassinos para os ouvidos comuns. Com uma frenética energia em estúdio, os &lt;b&gt;Bizarra&lt;/b&gt; atingem toda a sua potencialidade ao vivo, com espectáculos absolutamente arrebatadores, onde cada sílaba é demonstração de puro ódio e fúria. Neste campo poucos os conseguirão igualar no nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseados no &lt;b&gt;Industrial&lt;/b&gt; de características bem "metálicas", a banda de &lt;b&gt;Rui Sidónio &amp;amp; Ca.&lt;/b&gt; apresenta-se acima de tudo como uma agressão. Nada em &lt;b&gt;BL&lt;/b&gt; é belo, conforme, habitual... nada na mistura selvagem da banda está dentro dos padrões habituais (o facto de cantarem em Português tem um significado enorme, mas também representa uma quebra do que costuma ser a regra no género), formando uma simbiose de niilismo musical e pura brutalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ódio&lt;/b&gt; é um nome directo ao que a banda tenta transmitir esta proposta de 2004. Não se vislumbra nada bonito ou calmo... aqui tudo é grotesco... e é isso que torna &lt;b&gt;BL&lt;/b&gt; tão espectacular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img480.imageshack.us/img480/2466/bizarralocomotivafotocans9.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alinhamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;01 - Gárgula&lt;br /&gt;02 - Buraco Negro&lt;br /&gt;03 - Fantasma&lt;br /&gt;04 - Desgraçado De Bordo&lt;br /&gt;05 - O Frio&lt;br /&gt;06 - Usina&lt;br /&gt;07 - Pedinte&lt;br /&gt;08 - Moscas&lt;br /&gt;09 - Tráfico De Órgãos&lt;br /&gt;10 - Coisa Morta&lt;br /&gt;11 - Mordo&lt;br /&gt;12 - Ódio&lt;br /&gt;13 - O Regresso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ano&lt;/b&gt; 2004&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Editora&lt;/b&gt; MetroDiscos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa Favorita&lt;/b&gt; 10 - Coisa Morta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Género&lt;/b&gt; Industrial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;País&lt;/b&gt; Portugal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Banda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;BJ - Máquinas&lt;br /&gt;Miguel Fonseca - Guitarra&lt;br /&gt;Rui Berton - Bateria&lt;br /&gt;Rui Sidónio - Voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img265.imageshack.us/img265/1031/blud9.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Review&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ódio&lt;/b&gt; apresenta-se em primeiro lugar como um álbum bastante mais directo e pesado do que o seu sucessor, o conceptual &lt;b&gt;Homem Máquina&lt;/b&gt;, momento mais experimental da banda. Aliás, &lt;b&gt;Ódio&lt;/b&gt; é o primeiro álbum "não-conceptual" desde &lt;b&gt;Bestiário&lt;/b&gt;, o que representa por si só uma mudança.&lt;br /&gt;No entanto, a maior mudança ocorrida no seio da banda, foi a saída do compositor principal e fundador, &lt;b&gt;Armando Teixeira&lt;/b&gt; (que entre muitos projectos pertenceu aos... &lt;b&gt;Da Weasel&lt;/b&gt;) que abandonou a banda após &lt;b&gt;Homem Máquina&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dúvidas em relação à direcção da banda eram muitas, mas assim que se ouve &lt;b&gt;Rui Sidónio&lt;/b&gt; com uma acidez venenosa a proclamar: &lt;i&gt;Ela riu-se para mim com aquela boca mortiça...&lt;/i&gt; - percebe-se que a brutalidade e a violência estão de volta e substituem o experimentalismo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de mais violento, agressivo e acima de tudo com uma carga negativa megalómana (no melhor sentido), o álbum não se torna menos interessante ou fácil de digerir. As letras perturbantes, niilistas e bizarras de &lt;b&gt;Rui Sidónio&lt;/b&gt; são um dos principais factores deste renovado poder da banda. Tudo o resto está em consonância: se a voz é gutural e as letras morféticas, toda a  máquina é poderosa, maquiavélica e com o único objectivo de se tornar uma autêntica dilaceradora para todos os tímpanos com que se cruze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrada do guitarrista &lt;b&gt;Miguel Fonseca&lt;/b&gt; (conhecido de várias bandas nacionais, incluindo os grandes &lt;b&gt;Thormenthor&lt;/b&gt;, nome grande do &lt;b&gt;Death Metal&lt;/b&gt; português no início dos anos 90), pelas suas influências óbvias foi certamente um dos grandes responsáveis pelo regresso à brutalidade em doses industriais que a banda apresenta em &lt;b&gt;Ódio&lt;/b&gt;. Com riffs inflamados, com uma melodia peculiar (ouça-se "O Frio"), o guitarrista assumiu ainda o papel de compositor principal e diga-se de passagem que este "regresso às origens" da banda deve-se em muito a este facto (o que não deixa de ser irónico devido a ser um membro novo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra figura incontornável da banda é o responsável pela dita maquinaria, &lt;b&gt;BJ&lt;/b&gt;, também responsável pelos "back vocals" e que assume uma dimensão ainda maior ao vivo, onde é uma figura "sui generis" devido à sua tresloucada presença em palco. Neste trabalho &lt;b&gt;BJ&lt;/b&gt;, bem como a bateria de &lt;b&gt;Rui Berton&lt;/b&gt; apresentam-se como o coração da máquina, contribuindo para todo o caos que invade o álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o álbum está pulverizado de metáforas infectadas que lidam com decadência, niilismo, situações de completo nojo e claro, ódio. As letras de &lt;b&gt;Sidónio&lt;/b&gt; são directas e bem explícitas, mas no seu todo transmitem uma mensagem inteligentemente destrutiva. Não é poesia bela e profunda, é um liricismo rasgante e fracturante, onde o grotesco e o putrefacto assumem um papel preponderante na banda. Aliás, para além das letras, a é verdade que &lt;b&gt;Bizarra Locomotiva&lt;/b&gt; não poderia ter um vocalista diferente. Em gutural e cuspindo agressão, &lt;b&gt;Rui Sidónio&lt;/b&gt; é provavelmente a marca mais distinta da banda (mesmo ao vivo onde todos os cenários à volta da banda são peculiares) e que em &lt;b&gt;Ódio&lt;/b&gt; é um dos responsáveis pelo sentimento que o nome do álbum indica.&lt;br /&gt;Para a mensagem passar bem a produção é clara e bem conseguida, tornando a experiência auditiva mais cristalina... mas para se pode ouvir correctamente a barulhenta máquina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sendo um álbum conceptual, os temas das músicas apresentam semelhanças, sendo que a originalidade das letras não deixa que estas se tornem de forma alguma menos interessantes.&lt;br /&gt;O álbum apresenta um autêntico desfilar de músicas frenéticas e massacrantes, como é o caso da trilogia, &lt;i&gt;Buraco Negro&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Fantasma&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Desgraçado De Bordo&lt;/i&gt;, esta última que para além de ser uma das mais bem conseguídas faixas do álbum apresenta um tom niilista que se saúda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Desgraçado de bordo&lt;br /&gt;Recusou as oferendas&lt;br /&gt;Recusou a moral&lt;br /&gt;Recusou a vida&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dos momentos altos do álbum está no genial &lt;i&gt;Frio&lt;/i&gt;, com os riffs melódicos e uma áurea misteriosa, bem como a genial letra fazem desta faixa uma das melhores músicas de toda a carreira de &lt;b&gt;Bizarra&lt;/b&gt;. Ao vivo, a música assume uma genialidade ainda maior, com a encenação teatral de &lt;b&gt;Rui Sidónio&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;BJ&lt;/b&gt;, resultando sempre num dos momentos alto dos concertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tom de raiva em &lt;i&gt;Pedinte&lt;/i&gt; (ao qual "só os malditos acodem") integra-se com um sentimento quasi-misantrópico que a música apresenta. Apesar de mais experimental mantém a grande intensidade. Numa linha lírica paralela temos &lt;i&gt;Moscas&lt;/i&gt;, com mais putrefacção ainda. A letra revela sentimentos de ódio para com o próprio ser (numa possível alegoria entre moscas e o próprio homem) e algumas das suas características...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O meu desgosto é profundo&lt;br /&gt;Sinto-me a mais neste mundo&lt;br /&gt;O meu cheiro é nojento&lt;br /&gt;E no meu ventre o lamento&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após mais um momento de respiração em &lt;i&gt;Tráfico De Orgãos&lt;/i&gt;, segue-se a melhor música do álbum. &lt;i&gt;Coisa Morta&lt;/i&gt; trata-se de uma faixa com ritmos palpitantes, letra macabra e acima de tudo de grande genialidade. O refrão assume o papel de um constante martelar, não só pela voz, mas através da máquina infernal que faz questão de demonstrar toda a sua fúria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coisa morta&lt;br /&gt;Lembras-me quem sou&lt;br /&gt;Coisa morta&lt;br /&gt;Lembras-me o que sou&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, destaque para &lt;i&gt;Mordo&lt;/i&gt; e a faixa-título, três minutos sem qualquer contemplação e de puro ódio (e neste caso no sentido mais literal possível) e de com o ritmo a acelerar consideravelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O folgo é pouco no fim dos quase quarenta e cinco minutos, sobrando o sangue que jorra dos ouvidos de quem aguentou o massacre sonoro de &lt;b&gt;Ódio&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bizarra Locomotiva&lt;/b&gt; e este álbum em particular, não são de todo uma acessíveis. No espectro do &lt;b&gt;Industrial&lt;/b&gt; a banda apresenta elementos violentos e poderosos (a associação ao &lt;b&gt;Metal&lt;/b&gt; é inevitável), sendo que por outro lado os elementos electrónicos pode afastar quem está mais habituado a sonoridades pesadas. Como se não bastasse as vozes guturais não são propriamente dos elementos mais fáceis de assimilar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas são precisamente estas características únicas que tornam a banda numa das mais criativas, inventivas e geniais produções portuguesas. &lt;b&gt;Ódio&lt;/b&gt; dá uma prova de maturidade e força (odiosa saiba-se!) e prova que o estatuto de melhor banda nacional do estilo é inegável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PhiLiz&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-6729898024325201153?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/6729898024325201153/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=6729898024325201153' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/6729898024325201153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/6729898024325201153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/10/bizarra-locomotiva-dio.html' title='Bizarra Locomotiva - Ódio'/><author><name>PhiLiz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Otfstq_p1Y4/SqqSnrvR78I/AAAAAAAAABI/TJTX_0fTvJg/S220/M%C3%A9dico+Da+Peste+%5BAvatar%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-2981248430603021037</id><published>2008-10-29T11:55:00.002Z</published><updated>2008-11-01T14:23:27.272Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Mortifera - Vastiia Tenebrd Mortifera</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 1.3em;font-size:16;" &gt;Mortifera - Vastiia Tenebrd Mortifera&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Introdução&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Bem antes de todo o barulho feito à volta de alguns projectos da mente criativa que se dá a conhecer como &lt;b&gt;Neige&lt;/b&gt; (falo claro de &lt;b&gt;Peste Noire&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Amesoeurs&lt;/b&gt; e claro,&lt;b&gt; Alcest&lt;/b&gt;), a junção de esforços entre duas das mais proeminentes figuras do &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; francês pós-&lt;b&gt;LLN&lt;/b&gt; (embora &lt;b&gt;Noktu&lt;/b&gt; tenha uma pequena conexão com este último movimento) resultou numa obra-prima melancólica, depressiva e incomensuravelmente bela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário dos já mencionados projectos ambientais de &lt;b&gt;Neige,&lt;/b&gt; ou das participações de &lt;b&gt;Noktu&lt;/b&gt; em álbuns mais virados para o &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; tradicional (a malograda colaboração luso-francesa de &lt;b&gt;Genocide Kommando&lt;/b&gt; ou &lt;b&gt;Gestapo 666&lt;/b&gt;), este álbum de &lt;b&gt;Mortifera&lt;/b&gt; tem parecenças enormes com o principal projecto de &lt;b&gt;Noktu&lt;/b&gt;, isto é, &lt;b&gt;Celestia&lt;/b&gt;. Aliás, a última música é, inclusive uma cover de &lt;b&gt;Celestia&lt;/b&gt;. Musicalmente as parecenças são mais que muitas, mas &lt;b&gt;Mortifera&lt;/b&gt; surge menos raw e talvez um pouco menos agressivo, sendo mais melancólico e genuinamente triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratando-se desde logo e um álbum de &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;'Vastiia Tenebrd Mortifera' &lt;/b&gt;surge como um álbum que passa de maneira genial toda a áurea de mistério, tristeza e desesperante que está bem patente nos poemas de um dos mais brilhantes poetas franceses de sempre, falo de &lt;b&gt;Charles Baudelaire&lt;/b&gt;. As duas melhores faixas são de resto a "banda sonora" de dois excertos das famosas &lt;i&gt;"Fleurs Du Mal"&lt;/i&gt;, a mais conhecida obra de &lt;b&gt;Baudelaire&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é apenas mais um factor de interesse, num álbum onde tudo se movimenta de forma brilhante entre o &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt;, a literatura, o mistério e acima de tudo a melancolia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" src="http://img441.imageshack.us/img441/7623/2206my2.jpg" border="0" /&gt;&lt;img alt="http://img258.imageshack.us/img258/7056/mortiferavastiiatenebrdvl6.jpg" src="http://img258.imageshack.us/img258/7056/mortiferavastiiatenebrdvl6.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alinhamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;01 - Fbrahgments&lt;br /&gt;02 - Le Revenant&lt;br /&gt;03 - A Last Breath Before Extinction&lt;br /&gt;04 - Epilogue D'Une Existence De Cryssthal&lt;br /&gt;05 - Ciel Brouille&lt;br /&gt;06 - Abstrbve Negabvtiyon Rebssurectyion&lt;br /&gt;07 - Aux Confins Des Tenebrss&lt;br /&gt;08 - Fruits Of A Tragic End&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ano&lt;/b&gt; 2004&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Editora&lt;/b&gt; GoatowaRex&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa Favorita&lt;/b&gt; 05 - Ciel Brouille&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Género&lt;/b&gt; (Depressive) Black Metal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;País&lt;/b&gt; França&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Banda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Neige - Baixo, Bateria, Guitarra, Voz&lt;br /&gt;Sir Noktu Geiistmortt - Baixo, Bateria, Guitarra, Voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" src="http://img404.imageshack.us/img404/6130/11844photoro2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Review&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;'Vastiia Tenebrd Mortifera'&lt;/b&gt; é uma das mais geniais obras de &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; que alguma vez ouvi. Isto é preciso ficar bem claro, uma vez que influencia toda a minha visão global do álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dupla &lt;b&gt;Neige/Noktu&lt;/b&gt; exibem toda um conjunto de emoções num quadro negro e sem qualquer tonalidade que pinte a esperança. O sentimento melancólico assume uma importância central neste álbum de &lt;b&gt;Mortifera&lt;/b&gt;, no sentido que ele é elo de ligação dos dois maiores pólos que envolve o álbum: Literatura e &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt;. Tudo o que sai dos instrumentos emana tristeza, melancolia, ódio, desespero, somando tudo: sentimento. É um álbum vincado por estes mesmos factores e precisamente por este motivo se torna uma obra que toca aspectos que são raramente abordados, mesmo num género como o &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não podia deixar de ser, a voz é o elemento mais fácil de entender enquanto forma de expressão. Fá-lo de maneira brilhante: em gutural, mas com autênticos gritos de dor e angústia. A tortura que mergulha tudo na total tristeza e desolação. Ambos os compositores do álbum assumem a posição de vocalista.&lt;br /&gt;A voz em &lt;b&gt;Mortifera&lt;/b&gt; é um dos elementos mais singulares do projecto. Ora cheia de ódio, ora na representação quase dramática dos poemas de &lt;b&gt;Boudelaire&lt;/b&gt; - &lt;i&gt;Ciel Brouille&lt;/i&gt;, clímax do álbum é a representação máxima deste aspecto -, a voz trata-se de algo quase persecutório, na eterna lembrança da dor e melancolia que o álbum carrega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhando isto, temos as guitarras, num movimento conjunto com as vocalizações. Guitarras com distorção acentuada, com alguns momentos acústicos (ou semi-acústicos pelo menos) e riffs dolorosos, que resultam em espasmos sonoros da maior beleza.&lt;br /&gt;É de resto este, um dos pontos de interesse do álbum a nível emocional, porque apesar da melancolia dominante, &lt;b&gt;Mortifera&lt;/b&gt;, invade acima de tudo com o belo, numa simbiose brilhante que nos poderá levar a concluir, que em &lt;b&gt;'Vastiia Tenebrd Mortifera'&lt;/b&gt; se leva ao expoente máximo, tudo o que é tristemente belo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrivelmente, o baixo, em consonância com tudo o resto já mencionado, representa um instrumento de negritude. Não raras vezes surge de forma importante como em &lt;i&gt;Le Revenant&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;A Last Breath Before Extinction&lt;/i&gt;. Quanto à bateria, é (quase) sempre executada a mid-tempo, tal como de resto, todo o álbum se apresenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando de todas as enormes faixas aqui presentes é preciso destacar que não existe uma única abaixo do nível altíssimo do álbum, mas há momentos memoráveis e que pela sua beleza imensa abrilhantam ainda mais este enorme trabalho. Abrimos com &lt;i&gt;Fbrahgments&lt;/i&gt;, uma introdução instrumental, mas já bastante dentro daquilo que o álbum oferece, ou seja, uma áurea negra e melancólica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após este momento, somos presentados com &lt;i&gt;Le Revenant&lt;/i&gt;, a primeira grande faixa do álbum. Baseado no poema de &lt;b&gt;Boudelaire&lt;/b&gt; com o mesmo nome (que significa "O Fantasma" e está presente em &lt;i&gt;"Les Fleurs Du Mal"&lt;/i&gt;), apresenta-nos uma combinação de riffs distorcidos e melancólicos (o primeiro é especialmente soturno), juntamente com um envolvimento misterioso e uma lírica tortuosamente interpretada, mantendo toda a sua enigmática beleza. &lt;a href="http://www.piranesia.net/baudelaire/fleurs/index.php?poeme=71&amp;amp;lang=en" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;Aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; podem encontrar a tradução e deixo igualmente o poema original e por inteiro em Francês:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Comme les anges à l'œil fauve,&lt;br /&gt;Je reviendrai dans ton alcôve&lt;br /&gt;Et vers toi glisserai sans bruit&lt;br /&gt;Avec les ombres de la nuit,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Et je te donnerai, ma brune,&lt;br /&gt;Des baisers froids comme la lune&lt;br /&gt;Et des caresses de serpent&lt;br /&gt;Autour d'une fosse rampant.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quand viendra le matin livide,&lt;br /&gt;Tu trouveras ma place vide,&lt;br /&gt;Où jusqu'au soir il fera froid.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comme d'autres par la tendresse,&lt;br /&gt;Sur ta vie et sur ta jeunesse,&lt;br /&gt;Moi, je veux régner par l'effroi.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partimos então para um momento completamente suicida, refiro-me à terceira faixa, &lt;i&gt;A Last Breath Before Extinction&lt;/i&gt;. O gutural é mais profundo, com uma dor mais visceral a ser representada, mas os riffs continuam na sua toada melancólica e sufocantemente triste. A força da composição é apenas interrompida perto por um momento acústico, onde os lamentos de uma alma torturada e prestes a extinguir-se dão um final apropriado a tão angustiante existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguirmos com um momento acústico e instrumental em &lt;i&gt;Epilogue D'Une Existence De Cryssthal&lt;/i&gt;, antes da opus das opus do álbum: &lt;i&gt;Ciel Brouille&lt;/i&gt; (que se pode traduzir de grosso modo em "Céu Turbulento"). A segunda e última faixa baseada num poema de &lt;b&gt;Boudelaire&lt;/b&gt;, é o momento mais singular de todo o álbum e também o mais brilhante. Desde o primeiro riff melancólico, acompanhado por todos os outros instrumentos, até à voz que se apresenta mais triste do que nunca, tudo é perfeito. Uma interpretação negra, muito negra, de um interrogativo e enigmático poema do autor francês. A última secção da música assume tons quase de loucura... com a voz a transformar-se apenas num meio transmissor de toda a explosão de emoções que dela emana. Brilhante e belo, muito belo. Vale a pena constatar a beleza lírica da música, seja na sua &lt;a href="http://www.piranesia.net/baudelaire/fleurs/index.php?poeme=56&amp;amp;lang=en" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;versão traduzida&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; para Inglês ou na versão original que deixo também aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;On dirait ton regard d'une vapeur couvert ;&lt;br /&gt;Ton œil mystérieux, — est-il bleu, gris ou vert ? —&lt;br /&gt;Alternativement tendre, doux et cruel,&lt;br /&gt;Réfléchit l'indolence et la pâleur du ciel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu rappelles ces jours blancs, tièdes et voilés,&lt;br /&gt;Qui font se fondre en pleurs les cœurs ensorcelés,&lt;br /&gt;Quand, agités d'un mal inconnu qui les tord,&lt;br /&gt;Les nerfs trop éveillés raillent l'esprit qui dort.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu ressembles parfois à ces beaux horizons&lt;br /&gt;Qu'allument les soleils des brumeuses saisons ;&lt;br /&gt;— Comme tu resplendis, paysage mouillé&lt;br /&gt;Qu'enflamment les rayons tombant d'un ciel brouillé !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O femme dangereuse ! ô séduisants climats !&lt;br /&gt;Adorerai-je aussi ta neige et vos frimas,&lt;br /&gt;Et saurai-je tirer de l'implacable hiver&lt;br /&gt;Des plaisirs plus aigus que la glace et le fer ?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após este momento tão extraordinário, a última parte do álbum é igualmente bela. &lt;i&gt;Abstrbve Negabvtiyon Rebssurectyion&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Aux Confins Des Tenebrss&lt;/i&gt; são duas músicas brilhantes, cada uma de forma diferente. Enquanto que a primeira, das faixas mencionadas, é uma dolorosa passagem, com um gutural sofredor por entre o som depressivo, a penúltima faixa do álbum apresenta-se como uma peça acústica, com a sua quietude quebrada apenas pelos gritos de dor no seu final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta obra-prima termina com a cover de &lt;b&gt;Celestia&lt;/b&gt;, fiel ao original, mas numa toada mais lenta e com os vocais mais condizentes com este projecto. O mesmo será dizer que é mais um momento negro e triste, tal como é de resto todo o clima do álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Vastiia Tenebrd Mortifera&lt;/i&gt; representa uma das mais brilhantes obras de &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; do século XXI. Dos climas mais extraordinariamente melancólicos, com uma atmosfera intensa do género e acima de tudo, com uma genial interpretação de sentimentos por parte dos membros do projecto, sendo que neste último aspecto dificilmente se encontra álbum tão magnífico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se deverá deixar que os últimos projectos de &lt;b&gt;Neige&lt;/b&gt; evoquem uma percepção antecipada do que aqui se encontra. Trata-se de um álbum triste e melancólico, mas acima de tudo, uma obra-prima de &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PhiLiz&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-2981248430603021037?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/2981248430603021037/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=2981248430603021037' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/2981248430603021037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/2981248430603021037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/10/mortifera-vastiia-tenebrd-mortifera.html' title='Mortifera - Vastiia Tenebrd Mortifera'/><author><name>PhiLiz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Otfstq_p1Y4/SqqSnrvR78I/AAAAAAAAABI/TJTX_0fTvJg/S220/M%C3%A9dico+Da+Peste+%5BAvatar%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-8975602640913377795</id><published>2008-10-19T10:09:00.005+01:00</published><updated>2008-10-19T10:30:53.087+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confissões'/><title type='text'>Só acredito</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SPr93h9wJ3I/AAAAAAAAACk/kRIuesOBR3Q/s1600-h/Narita800.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SPr93h9wJ3I/AAAAAAAAACk/kRIuesOBR3Q/s400/Narita800.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258794645360486258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A minha presença aqui tem se tornado ténue, ligeira como uma tímida brisa matinal. Dentro de mim pressinto o porquê. A razão pela qual é tudo tão difuso. As árvores e a própria terra dissolvem-se no meu olhar como que a fazerem-me sentir a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O facto é que ainda não acredito, é tudo tão distante, tão doce e gentil que não consigo evitar entregá-lo a alguma mitologia perdida com pouco interesse, não é sequer para mim. Eu ainda estou longe, ou penso que estou longe. Se calhar a única forma de me sentir confortável é pensar isso mesmo. A distância desresponsabiliza-me, afasta-me e protege-me de desaventuras desnecessárias. Assim posso continuar a falar alegramente das minhas metas e sonhos, o tanto que me falta mas o que estou disposto a dar e a render por eles. Entretanto pego numa chávena de chá verde, leio um outro livro de história ou filosófo sobre o Japão moderno. São essas pequenas coisas que me faziam sorrir para o futuro... "Quando ele chegar farei isto ou aquilo. Irei aqui ou acolá".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não consigo evitar ver tudo assim até ao momento que entrar no avião, quiçá chegar a Tokyo. É algo que sempre fiz. O horizonte sempre esteve lá para me confortar. Quer nas alturas em que desesperava quer em outras nas quais sonhava mais longe. Agora a terra torna-se plana, o horizonte desvanece-se. Era isso que me queriam mostrar as tais arvores e o solo da minha Pátria.&lt;br /&gt; Entro agora num novo caminho, com novos desafios, alegrias e tristezas e no entanto nunca esquecerei as pedras que calcorreei, o próprio cheiro da poeira já faz e sempre fará parte de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diogo Santos aka Kyon&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-8975602640913377795?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/8975602640913377795/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=8975602640913377795' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/8975602640913377795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/8975602640913377795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/10/s-acredito.html' title='Só acredito'/><author><name>Diogo Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16095172800079602384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SKyjnnoDtGI/AAAAAAAAAB0/mV0SdaUTBJw/S220/436px-TeruMikamiDeathNote.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SPr93h9wJ3I/AAAAAAAAACk/kRIuesOBR3Q/s72-c/Narita800.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-4770721250740961273</id><published>2008-10-17T09:19:00.003+01:00</published><updated>2008-10-19T10:31:45.528+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confissões'/><title type='text'>Fios de Desespero</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:16;" &gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;O pouco de mim que sobra, aqueles murmúrios do que fui silenciam-se pouco a pouco. É como que o desligar de um motor mecânico poderoso. Ao fulgor inicial segue-se um vazio silêncio. Perguntam-se as gentes, para onde foi tal poder? Tal vontade de existir? É simples e complexo, foi sugado pela própria existência. Um buraco negro invisível violou a minha essência. Devagar e sub-repticiamente sugou-me o bem estar… depois a esperança… lentamente arrancou-me a vontade e agora, estripa-me do meu bem mais valioso, a minha razão a qual guardo no fundo da alma. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;No entanto não se pode contrariar esta cruel gravidade existencial, ela é pura e simplesmente. Não se compadece de ninguém, sou simplesmente uma circunstância no local errado. Um infeliz que alegre e inconscientemente sonhava um futuro mais brilhante. Sonhava saber mais, sonhava viver mais, sonhava amar mais. Se mereço ou não tudo isto, não sei. No fundo nem é isso que está em causa, ninguém pode ver nos meus estilhaços dignidade suficiente para sequer se questionarem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Então, no meio do vácuo olho para o meu passado. Para os erros que fiz, para os que poderia ter feito. Olho para as coisas em que me orgulho e para os momentos que passei com os meus mais queridos amigos. Vejo-me a mim a sorrir, feliz e íntegro. Ciente do que sou e do que quero. Não posso deixar de desesperar face a essa imagem. Tão contrastante ela é com o eu de hoje. Esmagado e ridículo. É o fim de um velho e nobre império, que nada mais tem agora a não ser existência física.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Cruelmente antes de cessar poderá ver e tocar o que o futuro lhe teria reservado. Quer no saber, quer no viver, quer no amor. No fim tudo o que fica são silenciosos gritantes fios de desespero que se acumulam numa malha já apertada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Diogo Santos aka Kyon&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-4770721250740961273?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/4770721250740961273/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=4770721250740961273' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/4770721250740961273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/4770721250740961273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/10/fios-de-desespero.html' title='Fios de Desespero'/><author><name>Diogo Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16095172800079602384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SKyjnnoDtGI/AAAAAAAAAB0/mV0SdaUTBJw/S220/436px-TeruMikamiDeathNote.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-8934978076910753828</id><published>2008-10-17T09:01:00.002+01:00</published><updated>2008-10-19T10:00:38.169+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confissões'/><title type='text'>Dreamed Exhaustion</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Andando ao longo da estrada vi muitas coisas, vi cores, vi sabores, até talvez ilusões… mas acima de tudo vi o meu futuro. Vi um mundo no qual me sentiria confortável e feliz. Então, naturalmente, persegui essa imagem persistentemente. Não interessava a sede nem a fome, não via nada mais a não ser o mecânico movimento dos meus passos. Um, dois, um, dois. Aquele sonho que procurava tocar ia se tornando mais sólido, os seus contornos iam-se especificando. Um sorriso foi então depositado nos meus lábios. Era isto mesmo, era aqui que queria chegar, era isto que seria o propósito da minha existência. A sua agora solidez reconfortou a minha alma (e pés cansados diga-se), levantei a cabeça.&lt;br /&gt;Estava tudo ali, tudo ao meu alcance só tinha de fazer um último e derradeiro esforço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Então tudo se tornou surreal, a minha cabeça começou-me a pesar, os braços e pernas não me obedeciam. A minha própria razão, baluarte da minha existência jazia em ruínas. As lágrimas que eu queria chorar com o corpo jazido na poeira não saiam. Até os meus sentimentos me roubavam, olhei desesperado em volta. Que iria eu fazer? Tão perto e tão longe? Arrastei-me então decadentemente milímetro a milímetro, mesmo sabendo que não chegaria ao meu destino. Tudo se estilhaçou, e eu deixei-me esvanecer no nada que sou… Consciente unicamente daquilo que não atingi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Diogo Santos aka Kyon&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;17 de Outubro de 2008&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-8934978076910753828?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/8934978076910753828/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=8934978076910753828' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/8934978076910753828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/8934978076910753828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/10/dreamed-exhaustion.html' title='Dreamed Exhaustion'/><author><name>Diogo Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16095172800079602384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SKyjnnoDtGI/AAAAAAAAAB0/mV0SdaUTBJw/S220/436px-TeruMikamiDeathNote.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-2966949545401118653</id><published>2008-10-05T20:19:00.008+01:00</published><updated>2008-10-19T10:32:09.844+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Mensagem ao Leitor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SOkZW8etQQI/AAAAAAAAACc/Gh2vaoEHtPg/s1600-h/284261667.img.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SOkZW8etQQI/AAAAAAAAACc/Gh2vaoEHtPg/s400/284261667.img.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253758322287132930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como muitos de vocês saberão (e os outros passam a saber) vou concretizar o meu sonho de visitar o Japão. Dia 20 às 12.25 entrarei no avião que me levará até Frankfurt, e de lá finalmente para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Tokyo&lt;/span&gt;. Fico extremamente feliz que os meus esforços para ser o seleccionado deste ano na iniciativa da embaixada tenham sido recompensados e espero poder corresponder às expectativas das pessoas que em mim depositaram esta oportunidade .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que apesar de não negar o mérito que tive no processo, muitas pessoas ajudaram-me ao longo da extenuante estrada que culminou na minha selecção. Desde já deixo aqui o agradecimento a essas pessoas. Thierry, Professora Toda, Pedro, Ana, Tiago e perdoem-me se me estou a esquecer de alguém, muito obrigado. No momento em que pela primeira vez pisar solo japonês prometo que vos carregarei no coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível para mim de descrever o quão importante será esta viagem para alguém que tem atravessado um momento extremamente sombrio, diria até obscuro. Com muito pesar digo que o meu estado de espírito e estado de saúde deixam um pouco a desejar. Por isso mesmo, a esperança que tudo isto faz nascer em mim não tem sequer classificação possível. É como que uma benção terrena no limiar da divinização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, não posso deixar de frisar a angústia que sinto por não poder percepcionar tudo o que que me percorrerá no meu estado mais puro, ou seja no auge da minha capacidade intelectual. Sinto que perderei coisas que nunca recuperarei na vida, coisas que me estão a ser roubadas de forma injusta e tenebrosa. A primeira vez que consigo tocar o meu destino... tinha todo o direito que ela fosse o mais brilhante e inultrapassável que pudesse imaginar. Apesar de tudo vejo-me privado... Enfim, repito para mim que podem ser estes próximos quinze dias que marcarão a escalada da minha recuperação, talvez a vida me tenha guardado uma surpresa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém dizer que o Japão transmite as suas próprias noções e vicissitudes por veículos estranhos aos usuais mecanismos que conhecemos. O suporte intelectual é ultrapassado muitas vezes pelo próprio beber da representação essencial pela alma. Essa vertente nada deste mundo a pode minimizar, ela vale por si própria e é assim que a abraçarei. Ou seja, a essência de tudo não a perderei... aconteça o que acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, este post já se alonga mais do que quereria por isso agora vou directo ao assunto, o propósito último de toda esta conversa é referir que nos dez dias que permanecerei no país do sol nascente parilharei aquilo que viverei e sentirei com as palavras que escrever aqui. Ao longo de dez dias tentarei que essas mesmas palavras sejam mecanismos simbólicos fortes o suficiente para fazer tudo transbordar no estado mais puro possível. Espero que apreciem o que aqui relatar e sejam envolvidos o mais possível terrena e espiritualmente no meu testemunho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diogo Santos aka Kyon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stop Go Tokyo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-504b30ae5e41a0f4" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v16.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3D504b30ae5e41a0f4%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330268422%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D41130736543F5792528F27DCA73A34311D85C285.4D6816EDA5A1B7EC154CEDA2E69EA3B15442C3CE%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D504b30ae5e41a0f4%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DW97w0IH2kdeRD2qAztrxxiAbOUM&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v16.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3D504b30ae5e41a0f4%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330268422%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D41130736543F5792528F27DCA73A34311D85C285.4D6816EDA5A1B7EC154CEDA2E69EA3B15442C3CE%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D504b30ae5e41a0f4%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DW97w0IH2kdeRD2qAztrxxiAbOUM&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-2966949545401118653?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=504b30ae5e41a0f4&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/2966949545401118653/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=2966949545401118653' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/2966949545401118653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/2966949545401118653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/10/mensagem-ao-leitor.html' title='Mensagem ao Leitor'/><author><name>Diogo Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16095172800079602384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SKyjnnoDtGI/AAAAAAAAAB0/mV0SdaUTBJw/S220/436px-TeruMikamiDeathNote.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SOkZW8etQQI/AAAAAAAAACc/Gh2vaoEHtPg/s72-c/284261667.img.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-1328335825964308590</id><published>2008-09-21T19:40:00.003+01:00</published><updated>2008-09-22T01:23:54.405+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>A descaracterização do pós-modernismo juvenil japonês</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SNaVYkfuVzI/AAAAAAAAACU/WLVhvmW7IkM/s1600-h/301346590_6b5f635f32_o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SNaVYkfuVzI/AAAAAAAAACU/WLVhvmW7IkM/s400/301346590_6b5f635f32_o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248546665093027634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:16;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:16;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:16;" &gt;    Quando um ocidental pensa no Japão tradicional diversas imagens afluem à sua imaginação. Entre elas contam-se cerejeiras resplandecentes, jardins calmos, pessoas contidas e cientes da sua existência comunitárias, e outras mais. Os conceitos donde nascem estas noções práticas podem-se referir como aquilo que deu ao Japão a continuidade da sua modernidade.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:16;" &gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;De facto, a coesão comunitária, um esteticismo existencial único e a noção do valor do trabalho, mesmo não sendo constatadas tão ancestralmente quanto isso (a primeira e a terceira são respectivamente heranças nascidas quer na época Tokugawa quer no período Meiji) deram ao Japão a capacidade de se projectar no século vinte como uma das nações mais desenvolvidas do mundo. Problemas como a criminalidade urbana, descaracterização cultural e o materialismo extremo, ligados à própria noção ocidental de modernidade como inevitabilidades, ficaram muito aquém do que seria esperado. Isto foi motivo de orgulho para o povo japonês. Aliás, apesar de hoje em dia esse fosso ter diminuído, o Japão continua impreterivelmente a ser um país no qual essas questões não estão tão agudizadas como em outras paragens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:16;" &gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;No entanto, é inegável que nas grandes cidades começam a surgir exponencialmente realidades que eram descartadas como externas ao padrão da modernidade japonesa. Convém então perguntar, o que mudou nos últimos anos no Japão para que esta deterioração se torna cada vez mais acutilante?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:16;" &gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;A resposta não é simples, e muito menos é unilateral. Para a confirmar, claro, é preciso um estudo empírico apropriado. No entanto penso ter segurança para avançar com uma avaliação teórica da questão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:16;" &gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;A norma do desenvolvimento japonês mudou substancialmente nos anos noventa, ou melhor, começou a ter repercussões preocupantes na sociedade civil. O trabalho que longas horas ocupava os chefes de família e cada vez mais também se fazia notar nas mães, acabou por fragilizar a unidade familiar. Em consequência disso as primeiras brechas na coesão comunitária fizeram-se notar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:16;" &gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Há que ter em conta nas consequências deste aumento da fragilidade dos lares que as vítimas principais são os filhos da classe média nas grandes cidades. “Libertos” da fonte de regras e formação cívica que era a existência familiar procuraram um modelo noutras paragens. Ou seja, foram lançados na sociedade sem a mínima noção de valores ou princípios que a regiam, com uma auto-estima por afirmar. O amor dos pais foi substituído pelo dinheiro que lhes podiam fornecer, como compensação inócua da sua ausência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:16;" &gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;É neste ponto que se poderia referir: “Muito bem, mesmo sendo isso verdade poder-se-ia dizer que os padrões educacionais na escola e nos tecidos sociais comunitários mantiveram-se. Não seria suficiente para arrasar tudo o que o país tinha como garantia colectiva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:16;" &gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Isto não é totalmente correcto, pode-se dizer que a manutenção das estruturas educativas com o seu valor formativo adiou a destruição do que era a antiga concepção de sociedade nestes indivíduos. Apesar de se sentirem ligados por instituições como a escola ao mundo adulto, sendo estas o espelho dos valores e hábitos vigentes, os jovens têm tendência a identificar-se principalmente entre si.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:16;" &gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Aqui percebe-se o porquê do alargar progressivo do problema inicial. A ocidentalização no que toca à sociedade pós moderna japonesa era (e é) cavalgante, cada vez mais se vivia o individualismo e consumismo ocidentais, sendo a única restrição aos mesmos os valores comunitários. Estando os pais ausentes, a formação juvenil orbitou de volta desta fascinante e colorida nova forma de afirmação colectiva. As pirâmides sociais foram-se desconstruindo e reorganizando, para além do mais a permissiva lei japonesa, pouco habituada a estas questões, respondia insuficientemente aos caos subsequente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:16;" &gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Fragilizado o comunitarismo original, a educação no lar, e com a exposição a uma existência desregrada com poucas barreiras legais os problemas sucederam-se. Prostituição de menores, discriminação económica nos jovens, uso de drogas, facilitismo sexual, destruição da noção de dever e do mérito escolar entre outros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:16;" &gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Estatuo a hipótese, então, de as duas causas principais terem repercussão conjunta como a origem dos problemas correntes no país. É certo que mesmo expostos ao consumo e à cultura “MTV” se os jovens tivessem um sistema de valores anterior estatuído não teriam tais comportamentos (como se pode constatar em cidades de médio tamanho no interior e costa do mar da China). Também é verdade que se esses estímulos não estivessem presentes mesmo a falta de existência comunitária não seria tão nefasta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:16;" &gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;A questão central é a existência conjunta das duas circunstâncias. Claro que há outras razões que acentuam o problema, o crescimento das cidades tem sempre inerente um determinado nível de anonimato e alojam sempre pessoas com tendências diferentes da regra. Há que ter isso também em conta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:16;" &gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Como finalização pode-se dizer porém que nem tudo é mau, o anonimato social é também fonte de criatividade, algo que o Japão sempre tem tido falta. A espontaneidade individual fez de cidades como Tóquio um pólo atractivo para fãs das subculturas muito próprias, que resultaram desta existência livre e desregrada. É humano sentir-se atraído a toda essa ebulição existencial. Não se pode, mesmo assim, nunca esquecer, qual é o preço que se está a pagar para ter o fulgor desta nova existência, ver se há ou não coisas que não deveriam ser esquecidas a sê-lo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:16;" &gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;A moderação tradicional da existência japonesa está a ser posta em causa. Com ela a validade colectiva que o país se orgulha. É disso que se trata. E a classe política terá de ter em atenção estas vicissitudes ou perderá a noção do povo que está a governar, talvez se estivesse menos ocupada “internamente” pudesse dar mais atenção a este género de questões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:16;" &gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-1328335825964308590?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/1328335825964308590/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=1328335825964308590' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/1328335825964308590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/1328335825964308590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/09/descaracterizao-do-ps-modernismo.html' title='A descaracterização do pós-modernismo juvenil japonês'/><author><name>Diogo Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16095172800079602384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SKyjnnoDtGI/AAAAAAAAAB0/mV0SdaUTBJw/S220/436px-TeruMikamiDeathNote.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SNaVYkfuVzI/AAAAAAAAACU/WLVhvmW7IkM/s72-c/301346590_6b5f635f32_o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-8853644056478021600</id><published>2008-08-30T20:40:00.003+01:00</published><updated>2008-08-31T13:46:04.750+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>La Fontañera</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SLmibln0LTI/AAAAAAAAACM/_IH7eIWRYNQ/s1600-h/11551118.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SLmibln0LTI/AAAAAAAAACM/_IH7eIWRYNQ/s400/11551118.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240398236261559602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;            O fim de tarde apresentava-se convidativo e belo, a temperatura era agradável e o carro embalava-me numa dormência confortável. Olhando pela janela os maciços graníticos do Alto Alentejo pareciam me cada vez mais surpreendentes e antigos. Aqueles majestosos anciões de outras eras vigiavam a paisagem de forma calma mas atenta, como que protegendo segredos face à modernidade a qual até naquelas paragens se poderia impor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O caminho era de retorno, na nossa mente estava a ideia de um dia cumprido com pouco mais a descobrir. Voltávamos então de Valência de Alcântara. A cidade tinha nos deixado um pouco desconfortáveis. Depois de percorridas as suas ruas só o testemunho de uma velha porta de muralha e de algumas igrejas maltratadas pareciam familiares. Eram tristes aqueles murmúrios, tristes como que destinados a perderem-se nos fios do tempo. A história parecia maculada, embrenhada numa agonia ímpar. O maltratar físico transportava-se para a nossa mente em farrapos difusos. Era assim que dentro do carro a consciência disso mesmo contrastava com a paisagem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;De repente os gigantes de pedra abriram-nos um pequeno caminho, além de secundário parecia que se iria perder na natureza que o rodeava. Era suspeito, sujo e até deslocado. No entanto seguimo-lo, teria de se esperar mais que isso, talvez as pedras que nos iam guiando estivessem dispostas a dar-nos uma pequena miragem de algo que testemunhavam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A paisagem já por si só única foi se caracterizando e avolumando cada vez mais. Queria certamente mostrar-nos que aquele era um rasgo seu de extraordinário esplendor. Distraídos por aqueles montes e arbustos, por aquela aura ancestral o percurso levava-nos cada vez mais de volta à fronteira, cada vez mais… apesar de ela teimar em aparecer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Embrulhados já contemplativamente nos momentos que íamos vivendo tudo se revelava quase um sonho, um sonho o qual já nada tinha de humano. Tínhamo-nos fundido com o cenário decerto. Foi então que, para quebrar esta ilusão, vimos uma placa anunciando o fim daquele percurso místico. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Só aí nos apercebemos de que aquele trilho era também um portal, uma antecâmara necessária à percepção do que se seguiria. A placa, seguida de diversas casas, dizia “La Fontañera”. Estava acompanhada pelo marco de fronteira significando o fim anunciado da Portugalidade. No entanto, ela teimava em seguir sempre um pouco mais além. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;Penetrando naquela realidade, os nossos passos ténues ressoavam no asfalto timidamente, à nossa volta vivia-se um silêncio algo incomum. Pouco a pouco os murmúrios da pequena aldeia começavam a chegar aos nossos ouvidos. Era o testemunho de que aquelas placas, nada mais senão matéria, eram algo de artificial, algo de desprezível perante os sons e a vida que se iam abrindo aos nossos sentidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;As palavras que bebíamos eram português, um português que revelava uma faceta escondida e enternecedora do que é a nossa existência Pátria. Tudo se dissolveu, não havia nem Lisboa nem Madrid para definir limites, não se sentia a pressão do sistema educativo uniformizador espanhol, sempre atento a destruir a diferença. Vivia-se só a verdade, existia pura e simplesmente um Portugal transcendental que atravessava as eras e a própria carne mostrando-nos aquilo que somos. E, ao que em última análise, devemos ser fiéis. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:16;" &gt;Diogo Santos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-8853644056478021600?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/8853644056478021600/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=8853644056478021600' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/8853644056478021600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/8853644056478021600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/08/la-fontaera.html' title='La Fontañera'/><author><name>Diogo Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16095172800079602384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SKyjnnoDtGI/AAAAAAAAAB0/mV0SdaUTBJw/S220/436px-TeruMikamiDeathNote.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SLmibln0LTI/AAAAAAAAACM/_IH7eIWRYNQ/s72-c/11551118.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-7657442526165537030</id><published>2008-08-21T00:03:00.008+01:00</published><updated>2008-10-19T10:01:40.677+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='delirios'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3WO0A0rlYyE/SKyjNvNm2hI/AAAAAAAAAAo/ZBg4U2HOBNs/s1600-h/F1000006.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236739923132209682" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3WO0A0rlYyE/SKyjNvNm2hI/AAAAAAAAAAo/ZBg4U2HOBNs/s320/F1000006.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; " Lisboa é o fim da linha. Lisboa é a cidade para onde confluem caminhos de ferro, estradas decanas, contentores. Chega-se às estações terminal, aos últimos metros de redes de milhares de quilómetros de aço quente e pesado, instalado duramente no chão, percorre-se toda uma arqueologia industrial em ruínas, decadente, sinal dos tempos passados em que o terminal fervilhava, e onde agora só descansam azulejos frios, funcionários de outra era, relíquias humanas e matérias obsoletas. Lisboa é a impessoalidade agora, a tecnocracia do betão modernista das avenidas do Estado Novo alia-se à alienação popular, mescla uma anti-patine de calcário decadente, desoladora...acende-se o cigarro com total indiferença, está calor mesmo que não esteja. Apanhamos o eléctrico aquecido pelo sol, o sol é da cor da translucida cerveja que se bebe no degradé melancólico da metrópole esquecida e letargica. Lisboa é o terminal. Lembram-se do "Degredo do Sul" ? "&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; Vou para o norte amanhã, para o granito, e para as serras em fogo. Boas férias aos outros.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-7657442526165537030?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/7657442526165537030/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=7657442526165537030' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/7657442526165537030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/7657442526165537030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/08/lisboa-o-fim-da-linha.html' title=''/><author><name>SpetzNatz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://www.filmposters.it/imgposter/grandi/apocalypsenow.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3WO0A0rlYyE/SKyjNvNm2hI/AAAAAAAAAAo/ZBg4U2HOBNs/s72-c/F1000006.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-4273282797529272364</id><published>2008-08-20T16:00:00.003+01:00</published><updated>2008-08-20T16:12:36.162+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>Os Ventos do Cáucaso</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:130%;"  &gt;        A ofensiva russa na Geórgia deixou tudo e todos surpresos, até os que se dizem interessados e se possam considerar minimamente sabedores na área das relações internacionais. Lembro-me de estar pacificamente a degustar o meu pequeno-almoço na Ericeira quando os meus olhos percorreram o ecrã de televisão. Por um momento julguei que a noitada da noite anterior me tivesse toldado os sentidos. Pousei o iogurte e aproximei-me. "Ofensiva russa na Geórgia", tanques desfilavam nas ruas e civis angustiados davam brados agarrados a entes queridos colhidos pela morte. Todo o cenário era inimaginável na noite anterior. Não houve negociações, moderação por parte da comunidade internacional, ou sequer um ultimato que fosse, para nos avisar da tempestade que ai vinha. Isto não era o Iraque, era a Geórgia. Um país democrático e soberano que se incluí no que é a Europa geográfica, um continente que se julgava livre deste tipo de lógica "negocial".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:130%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Verdade seja dita, o precedente inaugural deste tipo de "aventurismo militar" foi o Iraque aquando da invasão americana. No entanto, mesmo nesse caso de unilateralismo e fuga ao arbítrio da ONU, houve um moroso processo de averiguação da situação, houve negociações, propostas e sanções que no mínimo até os mais críticos poderiam considerar o fingir de uma vontade negocial pacífica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:130%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Tudo isso foi como que branqueado nesta situação. A Rússia dispara primeiro e depois, segura do seu poder, espera que a Europa e os EUA se dirijam a ela pedindo misericórdia para com aquele pequeno estado do Cáucaso (coisa que se veio a comprovar claro). É uma Rússia imperial que se volta a erguer, uma Rússia que se afirma interna e externamente e que, por isso mesmo, não está disposta a mais deserções à sua hegemonia nas suas áreas limitrofes. Já lhe bastou ver Ucrânia, Polónia e os estados bálticos estenderem a sua mão ao ocidente. Agora, mediante o atrevimento da pequena Geórgia, apresenta-se violentamente provando que o apoio diplomático americano (ou europeu) e o direito internacional se fracturam facilmente debaixo de colunas de blindadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:130%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;É com grande apreensão que vejo este tipo de acção passar impune, ainda para mais tendo eu a convicção de que o desfecho final confirmará a validade empírica desta lógica processual. Curiosamente, quando presenciei esta situação, a primeira analogia que me veio à cabeça foi a da Manchúria. Esse marco, no distante ano de 1932, viu Tóquio submeter a China à sua vontade. Usaram-se maquinações desprezíveis, ameaças de toda a linha e em última análise, a força militar. Também na Manchúria a nação chinesa tentava controlar um território seu, também na Manchúria a desculpa foi a mesma: "Proteger bens e populações japonesas (substituir por "russas")", também na Manchúria a comunidade internacional agiu de forma leviana, não querendo por em causa as suas relações com Tóquio (desta vez inserir "Moscovo"). Por fim, e o mais importante, também na Manchúria foi ferida de morte a "ONU da época" e foi o multilateralismo substituído pela anarquia entre os estados. Essa mesma anarquia foi assentida hipocritamente pela Sociedade das Nações, cada estado estava preocupado com as suas próprias premissas e não queriam assim desagradar nações poderosas, por mais barbaricamente que agissem. À Manchúria seguiu-se a Etiópia, a Checoslováquia e, significando o que significou, Danzig.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:130%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A problemática é a mesma, o facto de a Rússia ter sucesso nestas campanhas de "pacificação" vem provar que o ramo militar cala nas situações críticas o ramo diplomático. O domínio que cada um tem da sua segurança passa a depender do poder dissuasor da sua potencialidade bélica. Entra-se numa lógica de blocos, os organismos multilaterais mostram-se pouco confiáveis. Preocupa-me, por isso, uma corrida ao armamento, preocupa-me a impunidade que outros estados poderão pensar ter depois disto, preocupa-me que valor terá a vida humana e se será mais uma vez o perseguir de um futuro colectivo baseado na cooperação e mutualismo adiado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:130%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Já passaram mais de duzentos anos desde que Immanuel Kant escreveu a "Paz Perpétua" e continuamos a deixar-nos cair nos mesmos erros. O mesmo empirismo decadente continua a florear as declarações vazias dos chefes de estado, a mesma lassidão no que toca a tomar iniciativas firmes. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Enquanto ideais mais nobres não regerem o planeta em que vivemos, continuaremos a correr o risco de acordar e ver operações militares a interromper-nos o pequeno-almoço, ou quem sabe, a vida.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-4273282797529272364?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/4273282797529272364/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=4273282797529272364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/4273282797529272364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/4273282797529272364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/08/do-cucaso.html' title='Os Ventos do Cáucaso'/><author><name>Diogo Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16095172800079602384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SKyjnnoDtGI/AAAAAAAAAB0/mV0SdaUTBJw/S220/436px-TeruMikamiDeathNote.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-3209002895346097200</id><published>2008-08-20T15:51:00.002+01:00</published><updated>2008-08-20T15:59:56.117+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Informação'/><title type='text'>Próximo Passo</title><content type='html'>Após ter pensado na melhor forma de potenciar a actividade e o sucesso deste blog de forma criativa e emancipada, cada vez mais na minha mente me parecia adequado abrir o espaço a textos que não tivessem um objecto indirecto; ou seja, à crítica de situações reais sem ter como intermédio uma exposição feita por outrém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste sentido que, após o estoirar da crise no Cáucaso, se tornou claro que isso seria essencial. Eu próprio senti vontade de vir aqui e expressar as minhas preocupações quanto à situação. Assim eu próprio experimentei aquilo que nunca quis que acontecesse, restrições criativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No more, a partir de agora este espaço e a sua natureza estão puramente dependentes do arbítrio dos seus membros, tendo a versatibilização que prometi  o seu pique máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para "estrear" esta nova faceta aqui está o meu texto sobre as reprecursões que esta crise internacional poderá vir a ter,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;espero que o apreciem =)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-3209002895346097200?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/3209002895346097200/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=3209002895346097200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/3209002895346097200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/3209002895346097200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/08/prximo-passo.html' title='Próximo Passo'/><author><name>Diogo Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16095172800079602384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SKyjnnoDtGI/AAAAAAAAAB0/mV0SdaUTBJw/S220/436px-TeruMikamiDeathNote.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-6712602017166861868</id><published>2008-08-08T00:42:00.003+01:00</published><updated>2008-08-11T18:42:32.645+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O Cavaleiro Negro</title><content type='html'>O Cavaleiro Negro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo penso que devo salientar uma palavra que define este filme: Fantástico! Sei que não devo estar a dizer nada de novo mas achei que como meu primeiro post deveria falar de algo que nos últimos tempos me entusiasmou muito. O último filme de Batman –The Dark Knight- que estreou ainda não há muito tempo. Este filme tem andado nas bocas do mundo e com boas razões para tal. De salientar que já ultrapassou as receitas do último filme do Homem-Aranha, se não estou em erro.&lt;br /&gt;Continuando, este é a primeira vez que vejo um filme de heróis de BD e, afinal, não é apenas mais um filme recheado com o pacote básico de heróis e vilões e donzelas pelo meio. É muito mais que isso. Este é um filme que primeiramente conseguiu pegar no verdadeiro ambiente “negr” de Batman e do seu mundo, a cidade de Gotham (desejo referir que esta afirmação em nada insulta os filmes de Tim Burton, pois a meu ver ele criou a sua imagem de Batman de uma forma única, que adoro).&lt;br /&gt;The Dark Knight penetra na verdadeira essência humana e nos seus desejos primordiais. Ou não... Na verdade durante este filme vemos as várias personagens numa constante luta interna,  ou melhor, numa descoberta interna, numa tentativa de compreenderem o que realmente querem e qual o seu lugar no mundo. Escusado será dizer que a única personagem que, de facto, tem todos esses “problemas” resolvidos é o Joker –representado pelo falecido Heath Ledger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos neste filme uma série de estrelas, como : Christian Bale ( Bruce Wayne/ Batman); Heath Ledger ( Joker); Michael Caine (Alfred Pennyworth); Aaron Eckhart (Harvey Dent/ Two-Face); Morgan Freeman (Lucius Fox); Gary Oldman ( Tenente James Gordon); e até uma breve passagem de Cillian Murphy ( Espantalho) .Todos merecem os seus créditos, principalmente Maggie Gyllenhaal que melhorou em muito a personagem de Rachel, feita no filme precedente por Katie Holmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste filme Gotham encontra-se no meio de um projecto de combate ao crime imenso, tendo Harvey Dent ( Aaron Eckhart) como o seu Cavaleiro Branco. Preocupados com a situação, os mafiosos contratam uma nova figura na cidade, Joker (Heath Ledger), sem perceber que controlar este indivíduo é uma tarefa impossível.&lt;br /&gt;Rapidamente Joker (Heath Ledger), numa sucessão de jogadas imprevisíveis vai adquirindo um maior poder e entalando tanto os mafiosos como a polícia de Gotham e o próprio Batman.&lt;br /&gt;Batman vai precisar de enfrentar este novo sujeito imprevisível enquanto precisa de escolher quem é mais importante, Bruce Wayne ou Batman.&lt;br /&gt;Em The Dark Knight temos uma combinação excelente de representações ( com grande ênfase em Heath Ledger que fez uma representação espectacular e arrepiante); seguimos um filme cheio de acção e suspense que nos prendem ao ecrã e que principalmente nos faz ponderar constantemente : “ Onde é que está o Joker e que andará a fazer?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficha Técnica:&lt;br /&gt;Título Original: The Dark Knight&lt;br /&gt;Género: Aventura&lt;br /&gt;Tempo de Duração: 142 minutos&lt;br /&gt;Ano de Lançamento (EUA): 2008&lt;br /&gt;Site Oficial: &lt;a href="http://thedarkknight.warnerbros.com/"&gt;http://thedarkknight.warnerbros.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Direção: Christopher Nolan&lt;br /&gt;Argumento: Jonathan Nolan e Christopher Nolan, baseado na história de Christopher Nolan e David S. Goyer e nas personagens criadas por Bob Kane&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco:            Christian Bale – Bruce Wayne/ Batman&lt;br /&gt;                         Heath Ledger  –The Joker&lt;br /&gt;                       Aaron Eckhart –Harvey Dent / Two-Face&lt;br /&gt;                       Michael Caine –Alfred Pennyworth&lt;br /&gt;                       Maggie Gyllenhaal –Rachel Dawes&lt;br /&gt;                       Gary Oldman –Detective James Gordon&lt;br /&gt;                       Morgan Freeman – Lucius Fox&lt;br /&gt;                       Cillian Murphy –Espantalho&lt;br /&gt;                       Eric Roberts –Salvatore Maroni&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-6712602017166861868?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/6712602017166861868/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=6712602017166861868' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/6712602017166861868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/6712602017166861868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/08/cinema.html' title='O Cavaleiro Negro'/><author><name>Pedro Guerra Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10257078687041624619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KW3aSjH66tE/STr7lUzk7iI/AAAAAAAAAAM/QeNG2DhXqIA/S220/1221917_4071471.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-2270709043740951070</id><published>2008-08-05T05:58:00.002+01:00</published><updated>2008-08-11T18:41:57.550+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Hades - ...Again Shall Be</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 1.3em;"&gt;Hades - ...Again Shall Be&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;b&gt;Introdução&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;A infame e bem conhecida vaga de &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; norueguês que nasceu nos anos 80 e explodiu nos anos 90 permanece como um dos fenómenos mais intrigantes, surpreendentes e polémicos (com especial ênfase para este último aspecto) dentro do universo alargado em que se insere.&lt;br /&gt;Pelo meio de todos os acontecimentos mediáticos (e fora do contexto musical) surgiram projectos e bandas de importância ímpar para o género, como é o caso de &lt;b&gt;Mayhem&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Burzum&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Emperor&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Immortal&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Darkthrone&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Thorns&lt;/b&gt;, etc. A inclusão de &lt;b&gt;Hades&lt;/b&gt; neste ilustre lote surge um pouco mais tarde (a banda forma-se em 1992, numa altura em que o movimento já ia numa fase bastante adiantada), mas isso não impediu a associação de &lt;b&gt;Hades&lt;/b&gt; em relação à cena norueguesa, embora os principais trabalhos (incluindo o que está em análise) - tanto enquanto &lt;b&gt;Hades&lt;/b&gt; como depois enquanto &lt;b&gt;Hades Almighty&lt;/b&gt; uma vez que a banda mudou o nome em 1999 - datam de anos em que o movimento já tinha ultrapassado o seu apogeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, &lt;b&gt;...Again Shall Be&lt;/b&gt; é lançado em 1994, já depois de alguns acontecimentos marcantes perpetuados por alguns membros famosos de bandas de &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt;: o suicídio de &lt;b&gt;Dead&lt;/b&gt; em 1991, o assassínio de &lt;b&gt;Euronymous&lt;/b&gt; por &lt;b&gt;Varg&lt;/b&gt; em 1993 ou as inúmeras igrejas queimadas.&lt;br /&gt;Este último aspecto assume especial importância na carreira (fora dos limites musicais, claro) da banda aqui em questão, uma vez que um dos seus membros fundadores, &lt;b&gt;Jørn Inge Tunsberg&lt;/b&gt;, foi condenado (juntamente com &lt;b&gt;Varg Vikernes&lt;/b&gt;) por fogo posto a uma igreja da cidade norueguesa de Bergen em 1992, o que lhe valeu uma condenação no ano a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixa de ser curioso o facto de &lt;b&gt;Hades&lt;/b&gt; ser uma banda associada com alguns dos actos mais mediatizados da cena norueguesa, mas por outro lado nunca ter tido um reconhecimento tão grande como algumas das bandas de lá saídas. Apenas o factor temporal (como já referido, a banda forma-se numa fase já avançada do "movimento") pode explicar este aspecto em relação à banda de Bergen, porque tanto a nível de qualidade musical como de criatividade, &lt;b&gt;Hades&lt;/b&gt; (e claro, o álbum aqui a ser revisto) ombreia com as melhores propostas de &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; norueguês da altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://img501.imageshack.us/img501/6381/91367qj1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alinhamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;01 - Pagan Triumph&lt;br /&gt;02 - Hecate (Queen Of Hades)&lt;br /&gt;03 - The Ecstacy Of An Astral Journey&lt;br /&gt;04 - An Oath Sworn In Bjorgvin&lt;br /&gt;05 - ...Again It Shall Be&lt;br /&gt;06 - The Spirit Of An Ancient Past&lt;br /&gt;07 - Unholy Congregation&lt;br /&gt;08 - Glorious Again The Northland Shall Become&lt;br /&gt;09 - Be-Witched&lt;br /&gt;10 - In The Moonless Sky&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ano&lt;/b&gt; 1994&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Editora&lt;/b&gt; Full Moon Productions&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa Favorita&lt;/b&gt; 03 - The Ecstacy Of An Astral Journey&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Género&lt;/b&gt; Black/Viking Metal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;País&lt;/b&gt; Noruega&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Banda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Janto Garmanslund - Baixo, Teclados, Voz&lt;br /&gt;Jørn Inge Tunsberg - Guitarra, Teclados&lt;br /&gt;Stig Hagenes - Guitarra&lt;br /&gt;Remi - Bateria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img520.imageshack.us/img520/4855/46315photokq3.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Review&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;A música de &lt;b&gt;Hades&lt;/b&gt; - para além da qualidade intrínseca da mesma - poderia perfeitamente ser um objecto de estudo no que diz respeito a criar algo bastante surpreendente, pegando na conjuntura que rodeava a banda e nas influências passadas, de forma bastante improvável e ter um belo resultado, sem soar pouco coeso ou demasiadamente colado ao que estava em seu redor.&lt;br /&gt;Isto sucede porque genericamente podemos classificar &lt;b&gt;Hades&lt;/b&gt;, como uma banda de &lt;b&gt;Viking Metal&lt;/b&gt; (por muito que o rótulo seja tradicionalmente pouco dissociado do &lt;b&gt;Folk Metal&lt;/b&gt;, mas até neste campo a banda consegue mover-se com mestria) sendo que ao mesmo tempo a banda também bebe naturalmente daquilo que se passava na Noruega a meio dos anos 90, pelo que são notórias as influências do &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; mais gélido e que hoje é visto como o padrão para todo o género, dada a influência das bandas norueguesas de &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; mais famosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso e único em &lt;b&gt;Hades&lt;/b&gt; (e com ênfase considerável em &lt;b&gt;...Again Shall Be&lt;/b&gt;) vem da forma como as influências são mescladas. Tanto o &lt;b&gt;Viking Metal&lt;/b&gt; como o som saído da Noruega nos anos 90 têm primordial e vital inspiração: &lt;b&gt;Bathory&lt;/b&gt;. Por um lado, álbuns como &lt;b&gt;Blood Fire Death&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Hammerheart&lt;/b&gt; ou &lt;b&gt;Twilight Of The Gods&lt;/b&gt; estão na base do que se chama hoje &lt;b&gt;Viking Metal&lt;/b&gt;. Por outro lado, trabalhos como o homónimo &lt;b&gt;Bathory&lt;/b&gt; ou &lt;b&gt;Under The Sign Of The Black Mark&lt;/b&gt; iluminaram (ou escureceram) o caminho para o que viria a ser o &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; moderno tendo grande impacto (até a nível da morfologia da criação musical) em compositores futuros como foi o caso de um tal &lt;b&gt;Varg Vikernes&lt;/b&gt;...&lt;br /&gt;Mais do que perceber o que está em pano de fundo para a criação deste &lt;b&gt;...Again Shall Be&lt;/b&gt; é importante compreender o seguinte: estando a banda inserida num "movimento" que absorve muito do que &lt;b&gt;Quorthon&lt;/b&gt; fez nos seus primeiros álbuns, &lt;b&gt;Hades&lt;/b&gt; escolhe uma via diferente (e temporalmente mais próxima, visto que a primeira fase &lt;b&gt;Viking&lt;/b&gt; do projecto sueco é já no fim dos anos 80 e início da década de 90), absorvendo da influência óbvia, a parte que seria menos de esperar, sendo este aspecto uma das principais razões para a abordagem de &lt;b&gt;Hades&lt;/b&gt; ser bastante única no contexto das bandas de &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; suas contemporâneas e conterrâneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como toda a envolvência sugere o álbum apresenta-se como uma viagem ao terreno glaciar norueguês. Todo o trabalho está revestido de uma áurea gélida que remete para a imponência dos fiordes e para majestosidade das montanhas cobertas de gelo, dois aspectos que dominam a paisagem do país,&lt;br /&gt;Há semelhança do que sucede com álbuns (&lt;b&gt;In The Nightside Of The Eclipse&lt;/b&gt;, lançado também em 1994, surge como referência imediata) de várias das bandas que formavam o núcleo duro do "movimento" norueguês o ambiente do álbum transporta imediatamente o ouvinte para as paisagens descritas acima e que fazem parte do quotidiano dos membros das bandas nessa altura.&lt;br /&gt;Além da recriação geográfica através da música, &lt;b&gt;...Again Shall Be&lt;/b&gt; é uma viagem histórica aos tempos da "Noruega" viking (evidentemente as aspas aludem ao facto do estado norueguês da altura ser substancialmente diferente daquele cimentado no século XX), com uma sonoridade épica, bélica e remanescente de todo o imaginário pagão que dominou o território "norueguês" a partir do século IX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os elementos do álbum são direccionados na tentativa de recriar uma ancestralidade épica, recorrendo frequentemente a passagens acústicas, riffs melódicos, tempos médios e acima de tudo a uma poderosa atmosfera (esta é de resto a característica que, sendo diferente em todas as bandas, mais define o &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; norueguês da altura) que conduz o álbum de forma grandiosa em quase todos os seus momentos.&lt;br /&gt;O resultado é bastante homogéneo e o álbum tem grande coesão, muito em virtude do seu cariz épico e atmosférico que dão uma ideia de perseverança quase bélica a toda a experiência sonora. No entanto, o facto do efeito geral ser bastante compacto não faz o álbum cair na monotonia uma vez que se assiste a uma variedade de recursos considerável e ao desfilar de pequenos arranjos que vão criando uma abordagem diferente em cada faixa de &lt;b&gt;...Again Shall Be&lt;/b&gt;, embora sempre dentro de uma sonoridade épica e melódica. Estes últimos traços são uma constante durante todo o álbum enriquecendo especialmente a atmosfera geral e tornando o álbum numa experiência sempre bastante diversificada. A produção ajuda no discernimento destes pormenores, porque embora seja algo crua nalguns aspectos (nomeadamente na voz), no geral o som dos instrumentos é bom e tudo se ouve com clareza (inclusive o baixo). Este aspecto é essencial para a abordagem ao &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; que a banda tem, porque o cariz mais elaborado das composições da banda comparativamente ao que algumas bandas do género (inclusive da mesma altura deste álbum) assim o requer, caso contrário a atmosfera mais fantasiosa perder-se-ia consideravelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instrumentalmente o álbum é dominado pelas duas guitarras, pela bateria tendencialmente lenta mas dinâmica e pelos guturais agudos de &lt;b&gt;Janto&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;Em relação ao primeiro aspecto, as duas guitarras fazem um trabalho bastante apreciável no que diz respeito à melodia envolvente que todo o álbum apresenta. Os riffs são tradicionalmente melódicos e as progressões épicas são uma constante em quase todas as músicas. As introduções acústicas ou os momentos acústicos também estão presentes variadas vezes contribuindo em muito para o toque &lt;b&gt;Viking&lt;/b&gt; já referido (e a inspiração para este pormenor é fácil de localizar, basta ouvir faixas como o &lt;i&gt;The Lake&lt;/i&gt; de &lt;b&gt;Bathory&lt;/b&gt;...). Este uso de guitarras acústicas resulta em pleno, nomeadamente numa das melhores faixas do álbum, &lt;i&gt;Glorious Again The Northland Shall Become&lt;/i&gt; onde a dupla de guitarristas (com especial destaque para &lt;b&gt;Jørn Tunsberg&lt;/b&gt;, o principal mentor da banda) está em grande destaque, quer com os já referenciados momentos acústicos, quer com alguns dos melhores momentos melódicos e poderosos (sem nunca aumentarem muito a velocidade) que o álbum tem para oferecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No capítulo rítmico, a bateria é praticamente sempre executada num tempo relativamente baixo, apresentando todavia um grande dinamismo. Os momentos rápidos não são muitos, mas quando surgem são precisos e frenéticos, em forma de castigo. Nalgumas faixas como em &lt;i&gt;The Spirit Of An Ancient Past&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;An Oath Sworn In Bjorgvin&lt;/i&gt;, os blastbeats estão perfeitamente colocados, sendo que a aceleração não retira a sensação de misticidade que paira sobre todo o álbum. Pelo contrário, os tempos mais rápidos estão ligados na perfeição às partes mais lentas e épicas que dominam a maioria do trabalho de &lt;b&gt;Stig Hagenes&lt;/b&gt; em &lt;b&gt;...Again Shall Be&lt;/b&gt;. Na maioria das faixas assistimos a um trabalho de bateria que encaminha a música em ritmos vagarosos e com passos pesados, dando a ideia de uma sensação de uma jornada épica e dura por entre terras distantes no tempo e espaço. À semelhança do que sucede com o baixo é usado como um forma de acentuar a melodia através do uso de ritmos condizentes com a mesma, mais do que para serem instrumentos destacados na música. No entanto, isto não impede que o baixo seja bastante audível e razoavelmente interventivo, graças a uma distorção muito própria que confere à música um peso acrescido. Apesar de quase sempre só acompanhar as guitarras, há faixas em que o baixo surge como algo mais do que um complemento, sendo este aspecto particularmente notório em &lt;i&gt;Hecate (Queen Of Hades)&lt;/i&gt; ou na faixa-título, quando &lt;b&gt;Garmanslund&lt;/b&gt;, para além dos excelentes vocais, tem algumas linhas de baixo bastante interessantes e que devido à distorção pronunciada confere aos temas uma obscuridade ainda maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que concerne aos vocais, temos um dos elementos que são mais característicos do &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt;: guturais agudos e rasgados que, não obstante as semelhanças com bandas e projectos da mesma época (como &lt;b&gt;Burzum&lt;/b&gt; a título de exemplo), conseguem ter uma originalidade e interesse individual considerável na medida em que o timbre (nos momentos de voz limpa) e a forma poderosa como &lt;b&gt;Garmanslund&lt;/b&gt; vai expelindo a lírica bélica sobre o glorioso passado nórdico fazem com que o trabalho vocal seja sempre bastante interessante de acompanhar. A voz limpa é quase sempre apresentada através dos coros que ocasionalmente surgem nas músicas, como na introdução &lt;i&gt;Pagan Triumph&lt;/i&gt; (que apesar de ser uma intro não é apenas uma pequena composição e mostra logo sinteticamente alguns dos moldes em que todo o álbum se baseia), mas também surge de forma mais individualizada em &lt;i&gt;Be-Witched&lt;/i&gt;. No entanto, são os guturais que predominam, sendo uma das marcas mais características do álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença dos teclados é curta e bastante limitada (excepto na última música que é praticamente toda ambiental), mas quando surgem ajudam a reforçar a atmosfera negra e obscura do trabalho, enriquecendo ao mesmo tempo a parte melódica, uma das particularidades do álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;...Again Shall Be&lt;/b&gt; é um álbum, que para além da sua qualidade sonora, consegue encaixar-se na perfeição num subgénero que por vezes acaba por ser contestado face a alguma falta de identidade. Distancia o &lt;b&gt;Viking&lt;/b&gt; do &lt;b&gt;Folk&lt;/b&gt;, na medida em que cria melodias épicas e poderosas através de um som atmosférico e sombrio, ao invés de recorrer a elementos mais característicos do folclore norueguês. É certo que a lírica remete para este último aspecto, mas instrumentalmente o álbum separa perfeitamente um subgénero de outro. Há de facto um som épico, mas é bastante mais negro do que o &lt;b&gt;Folk&lt;/b&gt; costuma ser e é esse o sentimento geral que mais se acentua (devido ao uso de instrumentos tradicionais do folclore a recriar) ao contrário do que acontece no &lt;b&gt;Folk Metal&lt;/b&gt; onde a ênfase vai tradicionalmente para a parte das sonoridades mais locais. Apesar, de ser discutível a existência de tal divisão dentro do Metal (devido ao facto da divisão ser muitas vezes feita só através das letras), em &lt;b&gt;...Again Shall Be&lt;/b&gt; a linha parece ser menos ténue entre &lt;b&gt;Folk&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Viking Metal&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, o álbum é acima de tudo um (exímio) trabalho de &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; (o que também acentua a divisão referida acima). As estruturas musicais e a complexidade de camadas de som está ao serviço da criação dum álbum tenebroso e gélido. Apesar dos elementos já referidos e que são exteriores ao género, o peso e a atmosfera são claramente de um álbum de &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; ainda que com um tom muito único. O som é epicamente refinado, mas cru e directo. As próprias melodias têm um tom apocalíptico e bélico bastante característico do &lt;b&gt;BM&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;É enquanto álbum de &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; que &lt;b&gt;...Again Shall Be&lt;/b&gt; se realiza completamente. Através da força que transmite e da sua capacidade de retractar sonoramente toda a ancestralidade em que a banda se inspirou para realizar a obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Quando se fala da cena norueguesa do final dos anos 80 e início dos anos 90, é preciso ter em conta que são muitos os álbuns de referência e ainda mais aqueles álbuns que são esquecidos, apesar de serem de elevado nível. &lt;b&gt;...Again Shall Be&lt;/b&gt; está na melhor tradição qualitativa dos álbuns de &lt;b&gt;Black Metal&lt;/b&gt; norueguês da altura (apesar da sua abordagem diferente da maioria das bandas). Por ser num estilo que já estava cimentado por &lt;b&gt;Bathory&lt;/b&gt; talvez não tenha o crédito que álbuns mais distantes da sonoridade praticada até então e que se tornaram em autênticos marcos do &lt;b&gt;BM&lt;/b&gt; moderno. No entanto, isto não invalida que o primeiro álbum de &lt;b&gt;Hades&lt;/b&gt; consiga ombrear com algumas das melhores criações saídas na altura por parte de bandas norueguesas... e a "concorrência" é bastante grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É admirável a forma como os jovens músicos de &lt;b&gt;Hades&lt;/b&gt; se conseguem movimentar nas inúmeras influências que têm, criando um álbum essencial dentro do &lt;b&gt;Viking Metal&lt;/b&gt; e paradigmático naquilo que a cena norueguesa tinha de melhor: pintar sonoramente a paisagem e história do país em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;b&gt;PhiLiz&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-2270709043740951070?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/2270709043740951070/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=2270709043740951070' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/2270709043740951070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/2270709043740951070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/08/hades-again-shall-be.html' title='Hades - ...Again Shall Be'/><author><name>PhiLiz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Otfstq_p1Y4/SqqSnrvR78I/AAAAAAAAABI/TJTX_0fTvJg/S220/M%C3%A9dico+Da+Peste+%5BAvatar%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-6886969735434785860</id><published>2008-08-04T19:24:00.007+01:00</published><updated>2008-12-09T05:47:03.805Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Série'/><title type='text'>Densha Otoko</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SJdMILn0P6I/AAAAAAAAABg/RG_OEGE8o60/s1600-h/Densha_Otoko.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230733195656576930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SJdMILn0P6I/AAAAAAAAABg/RG_OEGE8o60/s400/Densha_Otoko.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SJdMIdYIaDI/AAAAAAAAABo/BPIhwA0sx2Q/s1600-h/A5875-36.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230733200422627378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SJdMIdYIaDI/AAAAAAAAABo/BPIhwA0sx2Q/s400/A5875-36.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Densha Otoko (série)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Realizador: &lt;a class="new" title="Takeuchi Hideki (page does not exist)" href="http://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Takeuchi_Hideki&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Takeuchi Hideki&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a class="new" title="Nishiura Masaki (page does not exist)" href="http://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Nishiura_Masaki&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Nishiura Masaki&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a class="new" title="Kobayashi Kazuhiro (page does not exist)" href="http://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Kobayashi_Kazuhiro&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Kobayashi Kazuhiro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Network: Fuji Television&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Episódios: 13&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Género: Drama, Comédia, Romance&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Recensão Crítica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Densha Otoko is the story of a “train man” who fell in love with a girl”; esta fórmula introdutória será prontamente reconhecida por qualquer japonês, e sem surpresa. Trata-se de uma das mais enternecedoras histórias do Japão contemporâneo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A série “Densha Otoko”, literalmente Train Man, deu forma cinematográfica a um mito urbano alegadamente passado na cidade de Tóquio e divulgado originalmente na internet. Um Otaku (ver nota de rodapé 1) tímido e sem mínimas aptidões sociais defende uma mulher perante um bêbado no metro, uma mulher que usualmente se sentiria repugnada com a sua presença mas, derivado do seu acto de coragem, lhe agradece enviando-lhe um presente. Sem saber o que fazer, o protagonista pede ajuda num canal na internet. A partir desse momento decorre uma exploração construtiva, por vezes divertida, e em última análise humana desta sub-cultura, mostrando ao público as restrições internas e dilema que o personagem principal enfrenta face a uma situação a qual nunca esperou viver. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apesar das diferentes formas que diversos realizadores e autores pensaram a história existem determinados “factos” que permanecem inalterados. Os pontos em comum são os que provém do log original disponibilizado no fórum e que tornam a história, seja qual for o toque do autor, apelativa e tocante; com facilidade nos encontramos a imaginar e pensar como terão ocorrido os eventos originais, como terão sido sentidos e vividos na realidade. É essa a verdadeira virtude da obra, estimular a nossa percepção quanto ao amor, lealdade, honestidade e esperança. Esses sentimentos são notoriamente transbordantes; é impossível não exprimir um sorriso após notar o quão importante se torna aquele suporte virtual para o personagem principal. O calor humano que provém do mesmo sustenta-o perante sucessos e fracassos tornando óbvios fortes vínculos afectivos entre aquelas pessoas que partilham a mesma realidade. Não é difícil para alguém com mínima consciência do que é Akihabara (ver nota de rodapé 2) imaginar as desconfortáveis circunstâncias que um “otaku” poderá enfrentar fora da sua esfera social. Quem não tem consciência do que se trata percebê-lo-á rapidamente. A série tem em atenção a explicitação dos conceitos que serão provavelmente estranhos aqueles que não estão acostumados ao referido contexto antropológico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Convém frisar que tenho algumas reservas quanto à forma como a personagem feminina central foi encarada. O realizador decidiu-se por explorar a sua vida pessoal e expor as circunstâncias que levaram à aproximação ao protagonista. O facto de acompanharmos as suas desventuras e termos consciência de que ela começa a sentir-se protegida e querida junto do mesmo destrói um pouco a partilha dos medos e angústias do personagem principal. Sendo assim já não há uma tão forte sensação de pertença ao seu universo pessoal, temos assim, para o espectador, uma abordagem bicéfala à serie que minimiza a mensagem da mesma. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As personagens do fórum, por outro lado, foram apresentadas e desenvolvidas de forma extremamente inovadora e criativa. Cada uma delas tem uma estrutura pessoal própria, e usualmente, uma excentricidade pessoal que se denota pelas suas habitações, comportamentos e frases chave. Consequentemente, cada um tem maneiras diferentes de apoiar e encorajar o perdido “densha”, é com a sua ajuda que ele se expressa a todos os níveis, colhendo coragem para sair da sua bolsa existencial original. Troca de corte de cabelo, veste-se com mais bom senso, encontra restaurantes agradáveis e, mais importante que tudo, aprende a comunicar com o sexo oposto ganhando progressivamente confiança. Todos se tornam uma presença fulcral para ele sendo uma comunidade por si só. Inicialmente achei que inventar “side stories” com esses mesmos personagens era deslocado e irrisório, no entanto a forma como as mesmas são elaboradas em redor a significâncias do enredo original levaram-me a mudar de opinião. Elas dão mais cor à acção e fazem-nos perceber a importância que Densha acaba por ter para eles, inspirando-os. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O desenvolver da vida profissional do protagonista, sendo uma escolha não muito importante, acabou por dar à série uma das personagens mais controversas e interessantes. Jinkama, uma irritadiça e ameaçadora colega de trabalho que usa o seu charme e sex appeal para chegar onde quer. É brilhante a forma como muda totalmente de “pele” e manipula a realidade à sua volta. Apesar de ser bastante perniciosa não podemos evitar simpatizar com ela; isto pela forma como expressa a sua personalidade e, claro, pela relação que acaba por ter com o personagem principal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De resto, a família do personagem e os restantes personagens provenientes da sua vida “pré-encontro” acabam por mudar sua percepção da sua imagem; essa mudança faz nos acompanhar o reconhecer das suas virtudes e a monstruosa cruzada que acabou por protagonizar.&lt;br /&gt;No que toca à escolha dos actores só posso dizer que não poderia ser mais apropriada, são expressivos, profissionais e estimulantes. Fazem a série fluida e constantemente tocante ou risível. A forma como Akihabara é retratada visualmente denota-se esclarecedora e pormenores como a anime favorita do protagonista, ou o clip introdutório estão bem conseguidos e são coerentes com o todo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em conclusão, Densha Otoko é uma série bem trabalhada, que expõe com sucesso a história na qual foi baseada. Mantêm-se-lhe fiel apesar da elaboração artificializada pelos realizadores. Todos os elementos, excepção talvez à abordagem feita à protagonista feminina, acabam por dar mais naturalidade ao resultado final e exponenciar a carga emocional original tornando a nossa envolvência inevitável. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1 - Otaku: termo japonês que descreve indivíduos com um interesse obsessivo, normalmente por anime, manga ou bens de consumo relacionados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2 - Akihabara: bairro de Tóquio com um importante comércio de bens electrónicos, adicionalmente é a "meca" da sub cultura otaku. Tem numerosas lojas relativas a manga, anime, jogos, maid cafes e afins.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-6886969735434785860?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/6886969735434785860/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=6886969735434785860' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/6886969735434785860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/6886969735434785860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/08/densha-otoko.html' title='Densha Otoko'/><author><name>Diogo Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16095172800079602384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SKyjnnoDtGI/AAAAAAAAAB0/mV0SdaUTBJw/S220/436px-TeruMikamiDeathNote.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SJdMILn0P6I/AAAAAAAAABg/RG_OEGE8o60/s72-c/Densha_Otoko.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-7447763591376775120</id><published>2008-07-25T18:16:00.005+01:00</published><updated>2008-12-09T05:47:05.012Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manga'/><title type='text'>Gantz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SIoLr9ThyCI/AAAAAAAAAA4/9oCrpAMUBoQ/s1600-h/04.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227003167335630882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 237px; CURSOR: hand; HEIGHT: 326px; TEXT-ALIGN: center" height="320" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SIoLr9ThyCI/AAAAAAAAAA4/9oCrpAMUBoQ/s320/04.jpg" width="439" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SIoLry8PBWI/AAAAAAAAABA/Lh0KyhdXJlY/s1600-h/269_p01.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227003164553577826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SIoLry8PBWI/AAAAAAAAABA/Lh0KyhdXJlY/s320/269_p01.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SIoLsPo4JEI/AAAAAAAAABI/93YpmbN0y24/s1600-h/675.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227003172257014850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SIoLsPo4JEI/AAAAAAAAABI/93YpmbN0y24/s320/675.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SIoLsB4x1KI/AAAAAAAAABQ/g1m6oge3mTo/s1600-h/lg_gantz_volume-01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227003168565613730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SIoLsB4x1KI/AAAAAAAAABQ/g1m6oge3mTo/s320/lg_gantz_volume-01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SIoLsI1ccTI/AAAAAAAAABY/H5G4M56e3_8/s1600-h/g03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227003170430677298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SIoLsI1ccTI/AAAAAAAAABY/H5G4M56e3_8/s320/g03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Nota: As imagens serão formatadas de outra forma posteriormente, pedimos desculpa pelo incomodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gantz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Oku Hiroya&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Género: Ficção Científica, Acção, Thriller Psicológico, Drama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde Ler: &lt;a href="http://www.onemanga.com/Gantz/"&gt;http://www.onemanga.com/Gantz/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recensão Crítica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indivíduos os quais deveriam estar a experimentar a morte vêm-se transferidos para um pequeno apartamento. Apesar das suas vidas terem acabado Gantz, uma misteriosa esfera negra, dá-lhes uma segunda oportunidade.&lt;br /&gt;Dispondo das suas vidas, entrega-os a uma realidade alternativa à Tóquio moderna na qual terão de cumprir os seus propósitos e mostrar se realmente têm o que é preciso para sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gantz é fascinante e apelativo de diversas formas, a abordagem existente combina diversos géneros e apela a sensibilidades variadas. Consequentemente tem a atenção de um público abrangente. O autor conseguiu que as diversas facetas da Manga se complementassem e, mais importante, se exacerbassem mutuamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O enredo é original e bem construído. Baseia-se na interacção entre as especificidades das personagens e a nova realidade na qual estão inseridas. Apesar da natureza dos acontecimentos se manter substancialmente velada, a exploração das diversas existências presentes no estranho mundo de Gantz mantém o leitor ansioso por virar a página. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cada um dos personagens centrais acrescenta algo de novo ao colectivo e à essência da permanente luta pela sobrevivência que testemunhamos. Esta não tem só forma física, mas também psicológica. Aliás, há alturas em que a primeira está puramente dependente da segunda. Daí a diferenciação e caracterização ser um ponto central para o sucesso da série. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Graficamente o autor não se restringiu, temos cenários ricos, personagens com um traço bem conseguido e uma explanação artística das cenas torna ainda mais patente o seu significado. Não há censura, quer em termos sexuais ou na violência, a criatividade do autor é exposta de forma visceral. É, assim, potenciada a natureza da própria série e o imergir do leitor na mesma.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-7447763591376775120?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/7447763591376775120/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=7447763591376775120' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/7447763591376775120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/7447763591376775120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/07/gantz.html' title='Gantz'/><author><name>Diogo Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16095172800079602384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SKyjnnoDtGI/AAAAAAAAAB0/mV0SdaUTBJw/S220/436px-TeruMikamiDeathNote.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SIoLr9ThyCI/AAAAAAAAAA4/9oCrpAMUBoQ/s72-c/04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2992315251104136317.post-2699938622132020684</id><published>2008-07-24T17:39:00.007+01:00</published><updated>2008-08-20T16:00:31.813+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Informação'/><title type='text'>Silent Road</title><content type='html'>O Blog que estão a visualizar, Silent Road, partiu de um simples impulso pós-exames. Agora que tenho tempo livre, pensei em estabelecer um espaço no qual cada indivíduo poderá expressar a sua especificidade pessoal e, além do mais, partilhar com os restantes o seu capital criativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consequentemente este blog terá diversos membros, cada um escrevendo na área que mais lhe chama à atenção e mais o estímula. O resultado final será partilhado para benifício (e regojizo :P) colectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui poderão encontrar em breve redacções críticas sobre as mais abrangentes temáticas nos mais diversos formatos; leia um artigo sobre um livro que lhe chamou à atenção, explore uma nova área de conhecimento ou espante-se com algo totalmente novo e inesperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja qual for a sua escolha ou forma de usufruir os conteúdos deste blog desde já lhe agradecemos a sua presença. Teremos todo o prazer em receber as suas críticas para qualitativamente continuarmos a melhorar o nosso trabalho =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os posts estão sujeitos a alterações a belo prazer dos autores já que será política do blog respeitar os seus rasgos criativos e dar forma a uma escrita construtiva que esteja permanentemente a atingir novos patamares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os envolvidos neste projecto são, até à data:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kyon&lt;br /&gt;T&lt;br /&gt;PhiLiz&lt;br /&gt;Peasant&lt;br /&gt;Correcto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2992315251104136317-2699938622132020684?l=kyon-silentroad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/feeds/2699938622132020684/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2992315251104136317&amp;postID=2699938622132020684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/2699938622132020684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2992315251104136317/posts/default/2699938622132020684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyon-silentroad.blogspot.com/2008/07/silent-road.html' title='Silent Road'/><author><name>Diogo Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16095172800079602384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7c72vcaTMmw/SKyjnnoDtGI/AAAAAAAAAB0/mV0SdaUTBJw/S220/436px-TeruMikamiDeathNote.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
